Quase um terço do dióxido de carbono produzido atualmente vai parar nos oceanos. Um relatório do Programa Internacional para o Estado dos Oceanos (Ipso, na sigla em inglês) demonstra não apenas o aquecimento dos oceanos, mas também uma mudança no pH das águas. Estudos recentes sugerem que a água do mar já estaria 26% mais ácida do que antes do início da industrialização. Até 2100, os oceanos já poderiam estar 170% mais ácidos. Nos últimos vinte anos, diversos experimentos foram realizados em laboratórios ao redor do mundo para tentar descobrir exatamente quais seriam as consequências da mudança de pH para a vida marinha. AUMENTO DE CO2 nos oceanos eleva nível de acidez [...]. Disponível em: terra.com.br. Acesso em: 28 maio 2021 (adaptado). O impacto ambiental decorrente desse processo é a

Questão

Quase um terço do dióxido de carbono produzido atualmente vai parar nos oceanos. Um relatório do Programa Internacional para o Estado dos Oceanos (Ipso, na sigla em inglês) demonstra não apenas o aquecimento dos oceanos, mas também uma mudança no pH das águas. Estudos recentes sugerem que a água do mar já estaria 26% mais ácida do que antes do início da industrialização. Até 2100, os oceanos já poderiam estar 170% mais ácidos. Nos últimos vinte anos, diversos experimentos foram realizados em laboratórios ao redor do mundo para tentar descobrir exatamente quais seriam as consequências da mudança de pH para a vida marinha.

AUMENTO DE CO2 nos oceanos eleva nível de acidez [...]. Disponível em: terra.com.br. Acesso em: 28 maio 2021 (adaptado).

O impacto ambiental decorrente desse processo é a

Alternativas

A) eutrofização.

Resposta certa

B) extinção de espécies.

C) bioacumulação de produtos tóxicos.

D) ampliação do potencial biótico de espécies bentônicas.

E) competição interespecífica dos corais pelo CO2 na água.

Explicação

  1. O texto descreve a absorção de CO₂ pelos oceanos, o que forma ácido carbônico na água do mar e libera íons H+H^+, diminuindo o pH (acidificação oceânica):

CO2(g)⇌CO2(aq)CO_2(g) \rightleftharpoons CO_2(aq)

CO2(aq)+H2O(l)⇌H2CO3(aq)⇌H+(aq)+HCO3−(aq)CO_2(aq) + H_2O(l) \rightleftharpoons H_2CO_3(aq) \rightleftharpoons H^+(aq) + HCO_3^-(aq)

  1. Com mais H+H^+, há redução de íons carbonato (CO32−CO_3^{2-}) disponíveis, dificultando a formação de carbonato de cálcio (CaCO3CaCO_3) usado por muitos organismos (corais, moluscos, alguns plânctons) para conchas e esqueletos.

  2. Isso provoca queda de crescimento, reprodução e sobrevivência, desestrutura cadeias alimentares e pode levar à mortalidade populacional e perda de biodiversidade.

  3. Analisando as alternativas:

  • A) Eutrofização: relaciona-se a excesso de nutrientes (N e P), não ao pH por CO₂.
  • C) Bioacumulação: envolve acúmulo de tóxicos ao longo da cadeia alimentar, não é o efeito direto citado.
  • D) Ampliação do potencial biótico: não é consequência típica da acidificação.
  • E) “Competição dos corais pelo CO₂”: não faz sentido como principal impacto; o problema é a queda do pH e da disponibilidade de carbonato.

Logo, o impacto ambiental esperado é a extinção de espécies (especialmente as calcificadoras e as dependentes delas).

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