Sr. Gaspar, de 42 anos, é um paciente asmático desde a adolescência e, nos últimos 30 dias, passou a usar um fármaco β-bloqueador para o tratamento da hipertensão. Após uma semana de tratamento, os ataques de asma se tornaram frequentes, e então, em nova consulta médica, ele foi orientado a interromper o uso do β-bloqueador. Qual dos seguintes β-bloqueadores é menos provável de piorar a asma e deve ser indicado como alternativa para este paciente? Selecione a resposta:
Questão
Sr. Gaspar, de 42 anos, é um paciente asmático desde a adolescência e, nos últimos 30 dias, passou a usar um fármaco β-bloqueador para o tratamento da hipertensão. Após uma semana de tratamento, os ataques de asma se tornaram frequentes, e então, em nova consulta médica, ele foi orientado a interromper o uso do β-bloqueador. Qual dos seguintes β-bloqueadores é menos provável de piorar a asma e deve ser indicado como alternativa para este paciente?
Selecione a resposta:
Alternativas
a) Propranolol.
b) Labetalol.
c) Carvedilol.
d) Atenolol.
e) Nadolol.
Explicação
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Pacientes asmáticos podem piorar com β-bloqueadores porque o bloqueio de receptores β2 nos brônquios reduz a broncodilatação e pode precipitar broncoespasmo.
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Assim, os β-bloqueadores não seletivos (bloqueiam β1 e β2) tendem a piorar a asma com mais frequência. Exemplos nas alternativas:
- Propranolol (a): não seletivo (β1/β2) → maior risco de broncoespasmo.
- Nadolol (e): não seletivo (β1/β2) → maior risco de broncoespasmo.
- Entre as opções, o fármaco mais seguro em asmáticos é um β-bloqueador cardiosseletivo (β1-seletivo), pois tem menor efeito sobre β2 brônquico (embora em doses altas possa perder seletividade).
- Atenolol (d): predominantemente β1-seletivo → menos provável de piorar a asma.
- Labetalol e carvedilol (b, c) bloqueiam β e também têm ação em receptores α1 (e não são β1-seletivos “puros”), mantendo risco de broncoespasmo maior do que um β1-seletivo como atenolol.
Alternativa correta: (d).