Os requisitos de oxigênio para uma transferência direta devem ser calculados e, em seguida, esse número deve ser duplicado. Sempre calcular usando uma FiO2 de 1,0 pois isso simplifica os cálculos e permite aumentar a oferta de oxigênio em caso de deterioração no percurso. Esta afirmativa é:
Questão
Os requisitos de oxigênio para uma transferência direta devem ser calculados e, em seguida, esse número deve ser duplicado. Sempre calcular usando uma FiO2 de 1,0 pois isso simplifica os cálculos e permite aumentar a oferta de oxigênio em caso de deterioração no percurso. Esta afirmativa é:
Alternativas
Verdadeira
Falsa
Explicação
A afirmativa está incorreta por dois motivos principais:
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Não existe regra universal de “calcular e depois duplicar” os requisitos de O₂ para toda transferência direta. O planejamento de oxigênio deve considerar, de forma individualizada, fatores como tempo total porta-a-porta (incluindo atrasos), fluxo real necessário, dispositivo de O₂, tipo de cilindro/volume disponível, além de uma margem de segurança definida pelo protocolo (que pode variar). “Duplicar” pode tanto ser excessivo quanto, em alguns cenários, ainda ser insuficiente.
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Não se deve “sempre” calcular usando FiO₂ = 1,0. Embora em alguns casos seja apropriado transportar o paciente com alta FiO₂ (inclusive 100%), o cálculo de consumo de oxigênio e a estratégia de oferta devem ser baseados na necessidade clínica (ex.: alvo de SpO₂) e no dispositivo/ventilação utilizado. Presumir FiO₂ 1,0 para todos os casos pode levar a:
- superestimação do consumo (planejamento inadequado/ineficiente),
- uso desnecessário de O₂ e risco de hiperóxia em situações em que não há indicação,
- decisões erradas sobre número/tamanho de cilindros.
Portanto, a recomendação apresentada como regra fixa (“sempre…”, “deve… duplicado”) não é correta.
Alternativa correta: (B).