O impressionante ataque ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001 em Nova York, inflamou a discussão acerca do crescimento do fundamentalismo islâmico e sua relação com o terrorismo internacional. Sobre a prática do fundamentalismo, marque a alternativa correta:
Questão
O impressionante ataque ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001 em Nova York, inflamou a discussão acerca do crescimento do fundamentalismo islâmico e sua relação com o terrorismo internacional. Sobre a prática do fundamentalismo, marque a alternativa correta:
Alternativas
A) Os fundamentalismos islâmico, judaico e cristão representam uma reação da tradição e do autoritarismo perante a modernidade cultural.
B) o fundamentalismo islâmico consiste numa doutrina liberal de interpretação do Alcorão.
C) o fundamentalismo defende a modernidade religiosa e cultural.
D) o fundamentalismo é um termo que se aplicava, originalmente, à descrição de doutrinas cristãs não-fiéis à Bíblia.
Explicação
O fundamentalismo religioso (em diferentes tradições, como islâmica, judaica e cristã) costuma ser entendido como uma reação conservadora diante de transformações associadas à modernidade (secularização, pluralismo cultural, costumes, ciência etc.). Em geral, defende uma leitura considerada “literal”/“pura” da fé e busca reafirmar valores tradicionais, frequentemente com traços de autoritarismo e rejeição de mudanças culturais.
Analisando as alternativas:
- A) Correta. Descreve o fundamentalismo como reação da tradição/autoritarismo à modernidade cultural — definição compatível com o uso comum do termo em Ciências Humanas.
- B) Incorreta. O fundamentalismo não é uma “doutrina liberal” do Alcorão; ao contrário, tende a ser conservador e rígido na interpretação.
- C) Incorreta. Fundamentalismo não defende “modernidade religiosa e cultural”; geralmente a combate ou a critica.
- D) Incorreta. Historicamente, o termo “fundamentalismo” surgiu no contexto do protestantismo nos EUA (início do séc. XX) como defesa dos “fundamentos” da fé e da inerrância bíblica, ou seja, não era para doutrinas “não-fiéis” à Bíblia, mas o oposto: para as que se diziam fiéis.