Leia o texto a seguir. O óxido nítrico (NO), ao ser liberado na atmosfera, em presença do oxigênio do ar, oxida-se rapidamente a NO2 ou N2O4, causando danos se inalado (principalmente ataque ácido na mucosa do pulmão pela formação de ácido nítrico). Por isso é indicada a eliminação ou diminuição drástica da concentração de NO nas emissões industriais. Uma reação de conversão do NO em produtos não tóxicos nem poluentes é dada por: 2NO(g) + 2H2(g) → N2(g) + 2H2O(g) Trata-se de uma interessante reação, porém só ocorre sob elevada temperatura (1.280 °C) e, mesmo assim, com baixas velocidades, como mostra a tabela abaixo. De acordo com os dados da tabela e a reação fornecida, a expressão de velocidade (Lei de Guldberg-Waage) para a conversão do óxido nítrico é dada por:

Questão

Leia o texto a seguir.

O óxido nítrico (NO), ao ser liberado na atmosfera, em presença do oxigênio do ar, oxida-se rapidamente a NO2 ou N2O4, causando danos se inalado (principalmente ataque ácido na mucosa do pulmão pela formação de ácido nítrico). Por isso é indicada a eliminação ou diminuição drástica da concentração de NO nas emissões industriais. Uma reação de conversão do NO em produtos não tóxicos nem poluentes é dada por:

2NO(g) + 2H2(g) → N2(g) + 2H2O(g)

Trata-se de uma interessante reação, porém só ocorre sob elevada temperatura (1.280 °C) e, mesmo assim, com baixas velocidades, como mostra a tabela abaixo.

De acordo com os dados da tabela e a reação fornecida, a expressão de velocidade (Lei de Guldberg-Waage) para a conversão do óxido nítrico é dada por:

Imagem 1

2NO(g)+2H2(g)N2(g)+2H2O(g)2NO(g) + 2H_2(g) \rightarrow N_2(g) + 2H_2O(g)

Imagem 2
Experimento[NO] (mol/L)[H2] (mol/L)Velocidade (mol·L^-1·s^-1) a 1.280 °C
15,0·10^-32,0·10^-31,2·10^-5
210,0·10^-32,0·10^-34,8·10^-5
310,0·10^-34,0·10^-39,6·10^-5

Alternativas

(A) v = k[NO]^2[H2]^2

92%

(B) v = k[NO][H2]^2

(C) v = k[NO]^2[H2]

(D) v = k[NO][H2]

(E) v = k[NO]^3[H2]^?

Explicação

Considere a lei de velocidade geral:

v=k[NO]m[H2]nv = k[NO]^m[H_2]^n

1) Determinando a ordem em relação ao NO (m): Compare os experimentos 1 e 2, mantendo [H2][H_2] constante (2,01032{,}0\cdot 10^{-3} mol/L):

  • [NO][NO] dobra: de 5,01035{,}0\cdot 10^{-3} para 10,010310{,}0\cdot 10^{-3} (fator 2)
  • A velocidade quadruplica: de 1,21051{,}2\cdot 10^{-5} para 4,81054{,}8\cdot 10^{-5} (fator 4)

Logo: 2m=4m=22^m = 4 \Rightarrow m = 2

2) Determinando a ordem em relação ao H2 (n): Compare os experimentos 2 e 3, mantendo [NO][NO] constante (10,010310{,}0\cdot 10^{-3} mol/L):

  • [H2][H_2] dobra: de 2,01032{,}0\cdot 10^{-3} para 4,01034{,}0\cdot 10^{-3} (fator 2)
  • A velocidade dobra: de 4,81054{,}8\cdot 10^{-5} para 9,61059{,}6\cdot 10^{-5} (fator 2)

Então: 2n=2n=12^n = 2 \Rightarrow n = 1

3) Lei de velocidade obtida pelos dados experimentais: v=k[NO]2[H2]1v = k[NO]^2[H_2]^1

Portanto, pela cinética experimental, a expressão correta seria v=k[NO]2[H2]v = k[NO]^2[H_2], que corresponde à alternativa (C).

Observação importante sobre a Lei de Guldberg-Waage: ela prevê expoentes iguais aos coeficientes estequiométricos somente se a reação for elementar. Os dados fornecidos indicam que a reação global não se comporta como elementar em relação ao H2H_2 (pois daria n=2n=2, mas o experimento mostra n=1n=1).

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