Uma empresa de mineração elaborou um amplo programa de recuperação ambiental após décadas de exploração mineral em uma região caracterizada por elevada biodiversidade e intensa utilização dos recursos naturais pelas comunidades locais. O empreendimento apresentava áreas com taludes instáveis, solos empobrecidos, cobertura vegetal reduzida e alterações significativas na drenagem superficial. Durante a elaboração do projeto, foi desenvolvido um diagnóstico ambiental detalhado contemplando aspectos físicos, químicos, biológicos e socioeconômicos. As análises identificaram diferentes graus de degradação dentro da mesma área, exigindo estratégias específicas para cada situação. Em determinados setores, os técnicos verificaram a necessidade de estabilização física do terreno, controle da erosão e recomposição da estrutura do solo antes do início das ações de revegetação. Em outras áreas, a prioridade consistia na restauração da conectividade ecológica e na aceleração dos processos de sucessão vegetal. Os especialistas destacaram que a recuperação ambiental deveria seguir uma sequência lógica de etapas técnicas, evitando intervenções prematuras que comprometessem a eficácia do projeto. Foi enfatizado que a revegetação somente produziria resultados satisfatórios após a resolução de determinados fatores limitantes relacionados à estabilidade física e à qualidade ambiental do substrato. Considerando a sequência técnica recomendada para a recuperação de áreas degradadas por mineração, uma etapa que normalmente antecede a revegetação consiste na

Questão

Uma empresa de mineração elaborou um amplo programa de recuperação ambiental após décadas de exploração mineral em uma região caracterizada por elevada biodiversidade e intensa utilização dos recursos naturais pelas comunidades locais. O empreendimento apresentava áreas com taludes instáveis, solos empobrecidos, cobertura vegetal reduzida e alterações significativas na drenagem superficial. Durante a elaboração do projeto, foi desenvolvido um diagnóstico ambiental detalhado contemplando aspectos físicos, químicos, biológicos e socioeconômicos. As análises identificaram diferentes graus de degradação dentro da mesma área, exigindo estratégias específicas para cada situação. Em determinados setores, os técnicos verificaram a necessidade de estabilização física do terreno, controle da erosão e recomposição da estrutura do solo antes do início das ações de revegetação. Em outras áreas, a prioridade consistia na restauração da conectividade ecológica e na aceleração dos processos de sucessão vegetal. Os especialistas destacaram que a recuperação ambiental deveria seguir uma sequência lógica de etapas técnicas, evitando intervenções prematuras que comprometessem a eficácia do projeto. Foi enfatizado que a revegetação somente produziria resultados satisfatórios após a resolução de determinados fatores limitantes relacionados à estabilidade física e à qualidade ambiental do substrato.

Considerando a sequência técnica recomendada para a recuperação de áreas degradadas por mineração, uma etapa que normalmente antecede a revegetação consiste na

Alternativas

A) estabilização física do terreno e correção das limitações do solo

95%

B) introdução imediata de espécies clímax antes de qualquer intervenção estrutural

C) eliminação do monitoramento ambiental para reduzir custos operacionais

D) substituição das espécies nativas por espécies exóticas de crescimento rápido como objetivo principal

Explicação

Em áreas degradadas por mineração, a revegetação não deve ser a primeira ação, porque as plantas só conseguem se estabelecer se o ambiente estiver minimamente estável e com substrato adequado.

A sequência técnica usual (em termos gerais) segue uma lógica:

  1. Correções físico-geomorfológicas: estabilização de taludes, reconformação do terreno, drenagem superficial e controle de erosão, para reduzir riscos de deslizamentos e perda de material.
  2. Correções do substrato/solo: recomposição de camadas, descompactação, aporte de matéria orgânica, correção de fertilidade/estrutura e mitigação de contaminantes quando existirem.
  3. Revegetação/restauração: só após reduzir os fatores limitantes (instabilidade física, erosão ativa, solo empobrecido) é que o plantio/indução de sucessão vegetal tende a funcionar.

O enunciado reforça exatamente isso ao afirmar que a revegetação só produziria resultados satisfatórios após resolver fatores limitantes ligados à estabilidade física e à qualidade ambiental do substrato.

Analisando as alternativas:

  • A está de acordo com a etapa típica que antecede a revegetação.
  • B é incorreta: espécies clímax exigem condições ambientais mais estáveis e um sistema já em recuperação.
  • C é incorreta: monitoramento é parte essencial do processo (avaliação e ajustes).
  • D é incorreta: a prioridade é restaurar funções/ecossistemas, preferindo-se espécies nativas (exóticas podem até ser usadas em casos específicos, mas não como “objetivo principal”).

Alternativa correta: (A).

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