O espaço mundial sob a “nova des-ordem” é um emaranhado de zonas, redes e “aglomerados”, espaços hegemônicos e contra-hegemônicos que se cruzam de forma complexa na face da Terra. Fica clara, de saída, a polêmica que envolve uma nova regionalização mundial. Como regionalizar um espaço tão heterogêneo e, em parte, fluido, como é o espaço mundial contemporâneo? O mapa procura representar a lógica espacial do mundo-contemporâneo pós-União Soviética, no contexto de avanço da globalização e do neoliberalismo, quando a divisão entre países socialistas e capitalistas se desfez e as categorias de “primeiro” e “terceiro” mundo perderam sua validade explicativa. Considerando esse objetivo interpretativo, tal distribuição espacial aponta para:

Questão

O espaço mundial sob a “nova des-ordem” é um emaranhado de zonas, redes e “aglomerados”, espaços hegemônicos e contra-hegemônicos que se cruzam de forma complexa na face da Terra. Fica clara, de saída, a polêmica que envolve uma nova regionalização mundial. Como regionalizar um espaço tão heterogêneo e, em parte, fluido, como é o espaço mundial contemporâneo? O mapa procura representar a lógica espacial do mundo-contemporâneo pós-União Soviética, no contexto de avanço da globalização e do neoliberalismo, quando a divisão entre países socialistas e capitalistas se desfez e as categorias de “primeiro” e “terceiro” mundo perderam sua validade explicativa. Considerando esse objetivo interpretativo, tal distribuição espacial aponta para:

Alternativas

Resposta certa

A) A influência das grandes potências econômicas.

B) A dissolução de blocos políticos regionais.

C) A expansão do socialismo.

D) A estagnação dos Estados com forte identidade cultural.

E) O alcance da racionalidade anticapitalista.

Explicação

O texto descreve o mundo pós-URSS (pós-1991), em que a antiga regionalização baseada na Guerra Fria (socialistas × capitalistas; “primeiro” × “terceiro” mundo) perde força explicativa. No lugar, aparece uma “nova des-ordem” marcada por globalização e neoliberalismo, com zonas, redes e aglomerados hegemônicos e contra-hegemônicos que se cruzam.

Essa linguagem remete a uma regionalização que enfatiza:

  • centros de comando e influência (onde se concentram capital, tecnologia, finanças e decisões),
  • redes (fluxos de comércio, investimentos, informação),
  • e áreas subordinadas/periféricas mais ou menos integradas a essas redes.

Portanto, a distribuição espacial interpretada pelo mapa tende a destacar a hierarquia do sistema mundial e a capacidade de certos polos (EUA, Europa Ocidental, Japão/Ásia desenvolvida etc.) de organizar e influenciar o restante do planeta, o que corresponde diretamente à alternativa A.

As demais alternativas não se ajustam ao objetivo do texto:

  • (B) fala em dissolução de blocos regionais, mas o foco aqui não é “sumir blocos”, e sim reorganizar o mundo por redes e hegemonias econômicas.
  • (C) expansão do socialismo contradiz o contexto pós-Guerra Fria.
  • (D) estagnação por identidade cultural não é a chave interpretativa proposta.
  • (E) racionalidade anticapitalista também contraria o destaque a globalização/neoliberalismo.
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