Uma empresa agrícola dedicada à produção de soja e milho implantou recentemente um programa de agricultura de precisão com o objetivo de aumentar a eficiência dos manejos agronômicos e reduzir desperdícios de insumos. Antes da implantação do programa, todas as áreas da propriedade recebiam as mesmas quantidades de corretivos, fertilizantes e defensivos agrícolas, independentemente das características específicas do solo ou das condições de desenvolvimento das culturas. Após alguns anos de utilização desse modelo convencional, os gestores perceberam que a produtividade variava significativamente entre diferentes pontos da mesma área cultivada. Enquanto determinados talhões apresentavam elevados rendimentos, outros registravam produtividade inferior, mesmo recebendo os mesmos manejos e investimentos. Essa situação gerava dúvidas sobre a eficiência da utilização dos recursos financeiros e sobre o real potencial produtivo da propriedade. Com o apoio de uma equipe técnica especializada, foram iniciadas atividades de coleta de informações georreferenciadas. Os profissionais passaram a realizar amostragens de solo, análises laboratoriais, levantamentos topográficos e monitoramento da vegetação por meio de sensores e imagens digitais. As informações coletadas foram organizadas em bancos de dados e posteriormente transformadas em representações gráficas capazes de demonstrar a distribuição espacial das características do solo. Durante uma reunião de planejamento, os agrônomos explicaram que essas representações permitiam identificar áreas com diferentes níveis de fertilidade, acidez e disponibilidade de nutrientes. A partir delas, seria possível direcionar aplicações de corretivos e fertilizantes apenas para os locais que realmente necessitavam de intervenção, promovendo economia de recursos e maior eficiência produtiva. Os produtores compreenderam então que a obtenção dessas informações não tinha apenas finalidade descritiva. Além de auxiliar o diagnóstico das condições do solo, as representações cartográficas tornavam-se ferramentas fundamentais para o planejamento das atividades agrícolas e para a adoção do manejo localizado, uma das bases da agricultura de precisão. Ao final do processo, a empresa concluiu que a construção desses produtos cartográficos representava uma etapa estratégica para transformar dados coletados em campo em informações úteis para a tomada de decisão agronômica. Nesse contexto, os produtos utilizados para representar espacialmente informações relacionadas à fertilidade e à acidez do solo são denominados
Questão
Uma empresa agrícola dedicada à produção de soja e milho implantou recentemente um programa de agricultura de precisão com o objetivo de aumentar a eficiência dos manejos agronômicos e reduzir desperdícios de insumos. Antes da implantação do programa, todas as áreas da propriedade recebiam as mesmas quantidades de corretivos, fertilizantes e defensivos agrícolas, independentemente das características específicas do solo ou das condições de desenvolvimento das culturas. Após alguns anos de utilização desse modelo convencional, os gestores perceberam que a produtividade variava significativamente entre diferentes pontos da mesma área cultivada. Enquanto determinados talhões apresentavam elevados rendimentos, outros registravam produtividade inferior, mesmo recebendo os mesmos manejos e investimentos. Essa situação gerava dúvidas sobre a eficiência da utilização dos recursos financeiros e sobre o real potencial produtivo da propriedade. Com o apoio de uma equipe técnica especializada, foram iniciadas atividades de coleta de informações georreferenciadas. Os profissionais passaram a realizar amostragens de solo, análises laboratoriais, levantamentos topográficos e monitoramento da vegetação por meio de sensores e imagens digitais. As informações coletadas foram organizadas em bancos de dados e posteriormente transformadas em representações gráficas capazes de demonstrar a distribuição espacial das características do solo. Durante uma reunião de planejamento, os agrônomos explicaram que essas representações permitiam identificar áreas com diferentes níveis de fertilidade, acidez e disponibilidade de nutrientes. A partir delas, seria possível direcionar aplicações de corretivos e fertilizantes apenas para os locais que realmente necessitavam de intervenção, promovendo economia de recursos e maior eficiência produtiva. Os produtores compreenderam então que a obtenção dessas informações não tinha apenas finalidade descritiva. Além de auxiliar o diagnóstico das condições do solo, as representações cartográficas tornavam-se ferramentas fundamentais para o planejamento das atividades agrícolas e para a adoção do manejo localizado, uma das bases da agricultura de precisão. Ao final do processo, a empresa concluiu que a construção desses produtos cartográficos representava uma etapa estratégica para transformar dados coletados em campo em informações úteis para a tomada de decisão agronômica.
Nesse contexto, os produtos utilizados para representar espacialmente informações relacionadas à fertilidade e à acidez do solo são denominados
Alternativas
A) mapas de fertilidade e acidez do solo, utilizados para apoiar o planejamento e a aplicação localizada de insumos
B) modelos digitais de elevação, utilizados exclusivamente para cálculo de altitude e relevo da propriedade
C) imagens NDVI, utilizadas exclusivamente para identificação de produtividade final após a colheita
D) cartas geodésicas, utilizadas apenas para definição de coordenadas geográficas e limites territoriais
Explicação
O enunciado descreve a coleta de dados georreferenciados (amostragens de solo, análises laboratoriais, etc.) e a transformação desses dados em representações gráficas que mostram a distribuição espacial de atributos do solo, como fertilidade, acidez (pH) e disponibilidade de nutrientes.
Na agricultura de precisão, esse tipo de produto cartográfico é justamente o mapa temático de solo (ex.: mapas de fertilidade, mapas de pH/acidez), usado para:
- diagnosticar a variabilidade dentro da área; e
- orientar manejo localizado (aplicação em taxa variável) de corretivos e fertilizantes.
Analisando as alternativas:
- A: nomeia exatamente esses produtos (mapas de fertilidade e acidez) e sua finalidade (planejamento e aplicação localizada). Correta.
- B: MDE (modelo digital de elevação) descreve relevo/altitude; não é o produto principal para fertilidade/acidez.
- C: NDVI é índice de vegetação e não é “exclusivamente” para produtividade final; além disso, não representa diretamente fertilidade/acidez do solo.
- D: cartas geodésicas tratam de referenciação/limites e não de atributos agronômicos do solo.