O Bitcoin é amplamente utilizado como moeda de troca em mercados da Dark Web por oferecer maior dificuldade de rastreamento em comparação com transferências bancárias convencionais. No entanto, o Bitcoin não é completamente anônimo. No Brasil, o COAF e a Receita Federal ampliaram seu monitoramento sobre transações em criptomoedas, e a IN RFB nº 1.888/2019 tornou obrigatória a declaração de operações acima de determinados valores. Por que o Bitcoin não garante anonimato total nas transações realizadas na Dark Web? Assinale a alternativa correta.

Questão

O Bitcoin é amplamente utilizado como moeda de troca em mercados da Dark Web por oferecer maior dificuldade de rastreamento em comparação com transferências bancárias convencionais. No entanto, o Bitcoin não é completamente anônimo. No Brasil, o COAF e a Receita Federal ampliaram seu monitoramento sobre transações em criptomoedas, e a IN RFB nº 1.888/2019 tornou obrigatória a declaração de operações acima de determinados valores.

Por que o Bitcoin não garante anonimato total nas transações realizadas na Dark Web? Assinale a alternativa correta.

Alternativas

a. Porque o Bitcoin utiliza um servidor central que armazena os dados de todos os usuários.

b. Porque a Interpol tem acesso irrestrito a todas as carteiras de Bitcoin existentes no mundo.

c. Porque todas as transações ficam registradas publicamente na blockchain, o que permite o rastreamento com ferramentas adequadas.

97%

d. Porque cada transação exige identificação por documento pessoal antes de ser confirmada

e. Porque o Bitcoin está proibido no Brasil e todas as transações são monitoradas automaticamente pelo Banco Central.

Explicação

O Bitcoin não garante anonimato total porque ele é pseudônimo, não anônimo: as transações não trazem “nome e CPF”, mas ficam associadas a endereços.

Passo a passo do porquê isso permite rastreamento:

  1. Ledger público: todas as transações (entradas, saídas, valores e endereços envolvidos) ficam registradas publicamente e de forma permanente na blockchain.
  2. Análise de blockchain: com técnicas e ferramentas adequadas (clusterização de endereços, heurísticas de troco, análise de fluxos), é possível seguir o caminho dos fundos entre endereços.
  3. Ponto de identificação (“on/off ramp”): quando o usuário interage com corretoras/serviços regulados (ex.: com KYC) ou deixa rastros fora da cadeia (logs, apreensão de dispositivos, reutilização de endereços), pode ocorrer a vinculação do endereço a uma identidade real.

Assim, embora seja mais difícil do que uma transferência bancária tradicional, o Bitcoin não é completamente anônimo porque suas transações são transparentes e rastreáveis na blockchain.

Alternativa correta: (c).

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