Uma equipe multidisciplinar composta por engenheiros agrônomos, engenheiros florestais e gestores ambientais foi contratada para elaborar um plano de intervenção em uma propriedade rural que apresentava histórico de intensa degradação ambiental. Ao longo de décadas, a área foi submetida a sucessivos processos de remoção de vegetação nativa, cultivo inadequado do solo e utilização de práticas agrícolas incompatíveis com a capacidade de suporte do ambiente. Como consequência, foram observados processos erosivos, redução da biodiversidade, diminuição da infiltração de água no solo e perda significativa de produtividade agrícola. Diante desse cenário, a equipe iniciou um diagnóstico ambiental detalhado para definir os objetivos da intervenção e os resultados esperados. Durante as discussões técnicas, surgiram diferentes propostas para a área. Alguns profissionais defendiam o restabelecimento integral da composição, estrutura e funcionalidade do ecossistema original. Outros consideravam que seria mais viável recuperar apenas determinadas funções ambientais essenciais, permitindo inclusive novos usos produtivos compatíveis com as condições locais. Para embasar a tomada de decisão, os especialistas revisaram os conceitos utilizados na ecologia da restauração e nas estratégias de recuperação ambiental. Foi destacado que diferentes abordagens podem ser adotadas conforme o grau de degradação, os recursos disponíveis, os objetivos definidos para a área e a possibilidade de retorno às condições ambientais originais. Durante o treinamento dos novos profissionais da equipe, foi apresentada uma definição específica que descrevia o processo voltado ao restabelecimento da composição, da estrutura e da funcionalidade de um ecossistema nativo, de forma a promover sua autossustentação ecológica. Nesse contexto, a abordagem descrita corresponde ao conceito de

Questão

Uma equipe multidisciplinar composta por engenheiros agrônomos, engenheiros florestais e gestores ambientais foi contratada para elaborar um plano de intervenção em uma propriedade rural que apresentava histórico de intensa degradação ambiental. Ao longo de décadas, a área foi submetida a sucessivos processos de remoção de vegetação nativa, cultivo inadequado do solo e utilização de práticas agrícolas incompatíveis com a capacidade de suporte do ambiente. Como consequência, foram observados processos erosivos, redução da biodiversidade, diminuição da infiltração de água no solo e perda significativa de produtividade agrícola. Diante desse cenário, a equipe iniciou um diagnóstico ambiental detalhado para definir os objetivos da intervenção e os resultados esperados. Durante as discussões técnicas, surgiram diferentes propostas para a área. Alguns profissionais defendiam o restabelecimento integral da composição, estrutura e funcionalidade do ecossistema original. Outros consideravam que seria mais viável recuperar apenas determinadas funções ambientais essenciais, permitindo inclusive novos usos produtivos compatíveis com as condições locais. Para embasar a tomada de decisão, os especialistas revisaram os conceitos utilizados na ecologia da restauração e nas estratégias de recuperação ambiental. Foi destacado que diferentes abordagens podem ser adotadas conforme o grau de degradação, os recursos disponíveis, os objetivos definidos para a área e a possibilidade de retorno às condições ambientais originais. Durante o treinamento dos novos profissionais da equipe, foi apresentada uma definição específica que descrevia o processo voltado ao restabelecimento da composição, da estrutura e da funcionalidade de um ecossistema nativo, de forma a promover sua autossustentação ecológica.

Nesse contexto, a abordagem descrita corresponde ao conceito de

Alternativas

A) restauração, que busca restabelecer a composição, estrutura e funcionalidade do ecossistema original

96%

B) reabilitação, que prioriza exclusivamente a retomada de atividades econômicas na área degradada

C) recuperação, que necessariamente dispensa objetivos ecológicos e privilegia o uso produtivo da área

D) regeneração induzida, que promove apenas a correção química do solo e o controle de erosão

Explicação

A definição apresentada no enunciado descreve um processo voltado ao restabelecimento da composição, da estrutura e da funcionalidade de um ecossistema nativo, com objetivo de promover sua autossustentação ecológica.

Na ecologia da restauração, esse conjunto de elementos (composição + estrutura + funcionalidade, visando um ecossistema autossustentável e o mais próximo possível do original) caracteriza a restauração ecológica.

Analisando as alternativas:

  • A) corresponde exatamente ao conceito descrito: restauração busca restabelecer composição, estrutura e funcionalidade do ecossistema original.
  • B) reabilitação não é “exclusivamente” econômica; em geral busca reestabelecer algumas funções/serviços, podendo permitir uso produtivo, mas não necessariamente recompor integralmente o ecossistema original.
  • C) “recuperação” não dispensa necessariamente objetivos ecológicos; é um termo mais amplo e pode incluir metas ecológicas (logo a afirmação está incorreta).
  • D) regeneração induzida não se resume a correção química do solo e controle de erosão; envolve favorecer a regeneração da vegetação (natural ou assistida).

Portanto, a abordagem descrita é restauração.

Alternativa correta: (A).

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