Conforme observado historicamente, o El Niño pode provocar impactos marcantes nos padrões de precipitação e na temperatura do ar em grande parte do território brasileiro. De acordo com as previsões atuais, o fenômeno tem alta probabilidade (superior a 80%) de se configurar ao longo do segundo semestre de 2026, podendo se estender até, pelo menos, o início de 2027. Nesse contexto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) alertam para o risco de ocorrência de eventos climáticos extremos associados a esse fenômeno e seus potenciais impactos. Extremos climáticos podem causar impactos marcantes em diversos setores da sociedade e da economia, afetando o abastecimento de água, a segurança alimentar, a geração de energia, a mobilidade, a saúde pública e as atividades produtivas em diferentes regiões do País. Fonte: INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE); INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA (INMET); FUNDAÇÃO CEARENSE DE METEOROLOGIA E RECURSOS HÍDRICOS (FUNCEME); CENTRO GESTOR E OPERACIONAL DO SISTEMA DE PROTEÇÃO DA AMAZÔNIA (CENSIPAM). Nota técnica: El Niño 2026. São José dos Campos: INPE, abr. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inpe/pt-br/assuntos/ultimas-noticias/NotaTecnicaConjuntaElNino2026_INPEINMETFuncemeCENSIPAM.pdf. Acesso em: 11 jun. 2026. A partir das informações apresentadas e considerando a necessidade de formular e implementar ações eficazes diante do cenário climático projetado, assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta e a estratégia de atuação mais adequada.

Questão

Conforme observado historicamente, o El Niño pode provocar impactos marcantes nos padrões de precipitação e na temperatura do ar em grande parte do território brasileiro. De acordo com as previsões atuais, o fenômeno tem alta probabilidade (superior a 80%) de se configurar ao longo do segundo semestre de 2026, podendo se estender até, pelo menos, o início de 2027. Nesse contexto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) alertam para o risco de ocorrência de eventos climáticos extremos associados a esse fenômeno e seus potenciais impactos. Extremos climáticos podem causar impactos marcantes em diversos setores da sociedade e da economia, afetando o abastecimento de água, a segurança alimentar, a geração de energia, a mobilidade, a saúde pública e as atividades produtivas em diferentes regiões do País.

Fonte: INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE); INSTITUTO NACIONAL DE METEOROLOGIA (INMET); FUNDAÇÃO CEARENSE DE METEOROLOGIA E RECURSOS HÍDRICOS (FUNCEME); CENTRO GESTOR E OPERACIONAL DO SISTEMA DE PROTEÇÃO DA AMAZÔNIA (CENSIPAM). Nota técnica: El Niño 2026. São José dos Campos: INPE, abr. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inpe/pt-br/assuntos/ultimas-noticias/NotaTecnicaConjuntaElNino2026_INPEINMETFuncemeCENSIPAM.pdf. Acesso em: 11 jun. 2026.

A partir das informações apresentadas e considerando a necessidade de formular e implementar ações eficazes diante do cenário climático projetado, assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta e a estratégia de atuação mais adequada.

Alternativas

A) A desestabilização de setores socioeconômicos estratégicos, como o fornecimento de água e a mobilidade urbana, constitui a causa determinante para a formação do fenômeno El Niño, o que exige a reestruturação das atividades produtivas nacionais.

B) A alta probabilidade de ocorrência do evento indica que a intervenção governamental se delimita ao monitoramento contínuo da temperatura do ar, restringindo a atuação do poder público à emissão de boletins meteorológicos.

C) A elaboração de planos de contingência multissetoriais, fundamentados nas projeções probabilísticas de institutos de pesquisa, possibilita a antecipação de riscos e a mitigação de impactos na sociedade.

96%

D) A previsão dos eventos extremos indica que ocorrerá o colapso inevitável e homogêneo dos recursos hídricos e energéticos em todo o território nacional, inviabilizando estratégias de adaptação econômica até o início de 2027.

E) A resolução das anomalias climáticas citadas no alerta depende da redução imediata das emissões industriais de gases de efeito estufa, sendo essa a ação recomendada pelos institutos de pesquisa espacial para conter o fenômeno no curto prazo.

Explicação

O enunciado afirma que há alta probabilidade de configuração do El Niño no 2º semestre de 2026, com possível extensão ao início de 2027, e que instituições (INPE, INMET, Funceme e CENSIPAM) alertam para risco de eventos extremos e impactos em múltiplos setores (água, energia, mobilidade, saúde, produção etc.). (gov.br)

Analisando as alternativas:

  • A está incorreta porque inverte causalidade: impactos socioeconômicos (como água e mobilidade) não causam El Niño; eles são consequências potenciais do fenômeno.

  • B está incorreta porque, diante de risco elevado de extremos, a atuação pública não pode se restringir a monitorar temperatura e emitir boletins. O próprio texto destaca impactos multissetoriais, exigindo preparação e resposta coordenadas. (gov.br)

  • C está correta: se há projeções probabilísticas e alertas de risco, a estratégia adequada é planejamento antecipado com planos de contingência multissetoriais (defesa civil, recursos hídricos, energia, saúde, agricultura, mobilidade), para mitigar impactos e aumentar a resiliência.

  • D está incorreta por ser determinista e generalizante: não se pode concluir colapso inevitável e homogêneo em todo o território; os impactos do El Niño variam regionalmente e existem medidas de adaptação/mitigação.

  • E está incorreta porque confunde escalas: reduzir emissões é medida relevante para mudança climática, mas não “contém” El Niño no curto prazo; além disso, o foco do alerta é gestão de risco e adaptação diante do cenário provável, não “resolver” o fenômeno por controle imediato de emissões.

Logo, a interpretação correta é usar as previsões para antecipar riscos e organizar ações integradas.

Alternativa correta: C.

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