A interação dos fármacos com seus receptores é essencial para se observar os efeitos da grande maioria dos fármacos de importância clínica. Esta interação pode ser considerada com base nos efeitos que exercem sobre seus receptores e podem ser considerados agonistas e antagonistas. Dos itens a seguir, o que ocorreria com a ligação de um antagonista ao receptor e não um agonista?
Questão
A interação dos fármacos com seus receptores é essencial para se observar os efeitos da grande maioria dos fármacos de importância clínica. Esta interação pode ser considerada com base nos efeitos que exercem sobre seus receptores e podem ser considerados agonistas e antagonistas. Dos itens a seguir, o que ocorreria com a ligação de um antagonista ao receptor e não um agonista?
Alternativas
a) Fechamento de canal iônico
b) Inibição enzimática
c) Bloqueio de mediadores endógenos
d) Modulação de canal iônico
e) Transcrição de DNA
Explicação
Um agonista liga-se ao receptor e ativa esse receptor, desencadeando uma resposta (ex.: abrir/fechar canal iônico, modular canal, ativar vias que levam a transcrição gênica etc.).
Um antagonista, por sua vez, liga-se ao receptor sem ativá-lo (não produz efeito intrínseco relevante) e sua consequência típica é impedir a ação do agonista fisiológico (o mediador endógeno, como neurotransmissores e hormônios) naquele receptor.
Analisando as alternativas:
- a) Fechamento de canal iônico → é um efeito de ativação receptor-dependente (pode ocorrer com agonistas em receptores ionotrópicos ou via sinalização), não é a característica definidora de antagonista.
- b) Inibição enzimática → isso descreve mais um mecanismo de fármaco que atua em enzimas (ex.: inibidor de ECA), não especificamente antagonismo de receptor.
- c) Bloqueio de mediadores endógenos → exatamente o que o antagonista faz: ocupa o receptor e bloqueia a ação do ligante endógeno.
- d) Modulação de canal iônico → também é típico de ativação/modulação funcional, podendo ocorrer com agonistas ou moduladores alostéricos.
- e) Transcrição de DNA → é efeito associado a receptores nucleares quando ativados (agonismo), não ao antagonismo em si.
Logo, a alternativa que melhor representa o que ocorreria com a ligação de um antagonista (em vez de um agonista) é o bloqueio do mediador endógeno.