Brasil Colônia: As causas legítimas para o governo colonial declarar a "guerra justa" aos índios foram a recusa
As causas legítimas para o governo colonial declarar a "guerra justa" aos índios foram a recusa
a) dos indígenas de se tornarem cristãos e vassalos do rei.
b) de se sedentarizar e de irem morar em aldeamentos.
c) de trabalhar para os colonos e para os missionários.
d) à conversão da fé e a prática de hostilidades contra vassalos e aliados dos portugueses.
No contexto da legislação indigenista do período colonial, a Coroa portuguesa e os colonos recorriam ao argumento da “guerra justa” para legitimar o ataque e a captura/escravização de indígenas em situações consideradas “válidas” pelas autoridades.
De modo geral, eram aceitas como causas legítimas:
- a prática de hostilidades/guerra contra os portugueses, seus vassalos e/ou aliados (por exemplo, ataques a povoados, expedições, rotas, aldeias aliadas);
- a recusa da conversão (isto é, resistir ao processo de catequese), frequentemente apresentada como justificativa moral-religiosa para a guerra.
Analisando as alternativas:
- (a) e (b) são formulações que aparecem como objetivos coloniais (catequese, aldeamento), mas não reúnem, do jeito que está, o par de justificativas clássico (hostilidades + recusa da fé) tal como usado para fundamentar a “guerra justa”.
- (c) “recusa de trabalhar” expressa interesse econômico, mas não era apresentada formalmente como fundamento legítimo (era uma motivação prática, não a justificativa jurídica/moral).
- (d) reúne exatamente os dois elementos que mais aparecem como justificativa: recusa à conversão e hostilidades contra vassalos e aliados dos portugueses.
Logo, a opção correta é a que combina resistência religiosa e agressão/hostilidade contra portugueses e seus aliados.
Alternativa correta: (d).