Uma propriedade apresenta histórico de aplicações repetidas do mesmo herbicida e aumento de falhas no controle de caruru, buva e capim-amargoso. Parte das plantas já chega grande à semeadura do milho, e muitas produzem sementes antes da intervenção. Monquero (2014) e referências de manejo de resistência destacam que repetição de mecanismos de ação e controle tardio aumentam a pressão de seleção. Além disso, o banco de sementes, a dispersão e a capacidade de rebrotar mantém a infestação por vários ciclos. Um programa eficaz precisa combinar medidas preventivas, culturais e químicas, evitando depender de uma única ferramenta. Com base nessas informações e nos conteúdos estudados, qual alternativa apresenta o programa de manejo mais adequado?
Questão
Uma propriedade apresenta histórico de aplicações repetidas do mesmo herbicida e aumento de falhas no controle de caruru, buva e capim-amargoso. Parte das plantas já chega grande à semeadura do milho, e muitas produzem sementes antes da intervenção. Monquero (2014) e referências de manejo de resistência destacam que repetição de mecanismos de ação e controle tardio aumentam a pressão de seleção. Além disso, o banco de sementes, a dispersão e a capacidade de rebrotar mantém a infestação por vários ciclos. Um programa eficaz precisa combinar medidas preventivas, culturais e químicas, evitando depender de uma única ferramenta.
Com base nessas informações e nos conteúdos estudados, qual alternativa apresenta o programa de manejo mais adequado?
Alternativas
A) Rotacionar mecanismos de ação, utilizar pré-emergentes quando indicados, manejar plantas jovens, aumentar cobertura do solo e impedir produção e dispersão de sementes.
B) Manter o mesmo herbicida em doses crescentes e realizar aplicações mais tardias para concentrar o controle em plantas adultas.
C) Permitir produção de sementes nas bordaduras e eliminar as plantas no ciclo seguinte, quando a infestação estiver mais uniforme.
D) Reduzir a rotação de culturas e manter o solo exposto para estimular emergência contínua e aumentar a eficiência do herbicida aplicado depois.
Explicação
O enunciado descreve um cenário típico de pressão de seleção elevada: uso repetido do mesmo herbicida (mesmo mecanismo de ação), controle tardio (plantas grandes na semeadura) e produção de sementes antes da intervenção, além de fatores que perpetuam a infestação (banco de sementes, dispersão e rebrote). Nesse contexto, o manejo mais adequado é o Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD) com foco em:
- Reduzir pressão de seleção por herbicidas
- A medida central é rotacionar mecanismos de ação (e, quando cabível, usar misturas/seqüências com mecanismos diferentes), evitando a repetição que seleciona rapidamente biótipos resistentes.
- Evitar controle tardio (plantas grandes) e “escapes” reprodutivos
- Manejar plantas jovens aumenta a eficiência do controle e reduz a chance de sobreviventes.
- Impedir produção e dispersão de sementes é decisivo para reduzir o banco de sementes e evitar que a área “se reabasteça” a cada ciclo.
- Combinar estratégias culturais e preventivas
- Aumentar cobertura do solo (palhada, plantas de cobertura, rotação de culturas, competição da cultura) reduz emergência e estabelecimento de caruru, buva e capim-amargoso.
- Pré-emergentes quando indicados ajudam a “segurar” novas levas de emergência e a diminuir a dependência de pós-emergentes repetidos.
Analisando as alternativas:
- A reúne exatamente o pacote recomendado: rotação de mecanismos, uso de pré-emergentes, controle em estádios jovens, cobertura do solo e prevenção de sementes.
- B piora a seleção (mesmo mecanismo + dose crescente) e ainda propõe aplicações tardias, favorecendo falhas e escapes.
- C mantém/eleva o banco de sementes ao permitir produção nas bordaduras e “deixar para depois”, o que perpetua e espalha a infestação.
- D reduz rotação e deixa solo exposto, aumentando emergência e infestação, indo contra o manejo cultural/preventivo.
Logo, o programa mais adequado é o descrito na alternativa A.