Após anos de plantio convencional em áreas com declive, a usina enfrenta perdas de solo e altos custos (óleo, passadas, manutenção). O grupo pondera manter a aração/gradagem por acreditar que “infiltra mais”, mas as auditorias mostram exposição da superfície, lixiviação de nutrientes no longo prazo e compactação em 10–25 cm (camada de maior atividade radicular). A gerência pede uma decisão de manejo para as encostas: reduzir mobilização, reposicionar práticas e mitigar erosão sem perder estabelecimento. O guia técnico ressalta que o convencional aumenta a suscetibilidade à erosão (hídrica/eólica), demanda mais tratos e tempo entre operações; é possível quebrar camadas compactadas com aração mais profunda, escarificação ou subsolagem (respeitando intervalos), alternar implementos/profundidades e reformar o sistema com rotação, adubos verdes e escarificação biológica. Operar no Ponto de Sazão é crucial. Para encostas sob convencional com erosão recorrente, a recomendação mais coerente é

Questão

Após anos de plantio convencional em áreas com declive, a usina enfrenta perdas de solo e altos custos (óleo, passadas, manutenção). O grupo pondera manter a aração/gradagem por acreditar que “infiltra mais”, mas as auditorias mostram exposição da superfície, lixiviação de nutrientes no longo prazo e compactação em 10–25 cm (camada de maior atividade radicular). A gerência pede uma decisão de manejo para as encostas: reduzir mobilização, reposicionar práticas e mitigar erosão sem perder estabelecimento. O guia técnico ressalta que o convencional aumenta a suscetibilidade à erosão (hídrica/eólica), demanda mais tratos e tempo entre operações; é possível quebrar camadas compactadas com aração mais profunda, escarificação ou subsolagem (respeitando intervalos), alternar implementos/profundidades e reformar o sistema com rotação, adubos verdes e escarificação biológica. Operar no Ponto de Sazão é crucial.

Para encostas sob convencional com erosão recorrente, a recomendação mais coerente é

Alternativas

A) manter o calendário de arações e gradagens, pois o aumento de passadas recupera a estrutura superficial

B) retirar toda palhada para reduzir a C/N e acelerar mineralização

C) reduzir mobilização e alternar ferramentas (escarificação/subsolagem criteriosa), intensificar cobertura (adubos verdes) e operar no Ponto de Sazão, evitando gradagens/arações repetidas em declive

96%

D) concentrar as operações logo após chuvas para melhorar lubrificação

Explicação

O enunciado descreve um sistema em encostas com plantio convencional (aração/gradagem) que vem gerando perdas de solo, exposição da superfície, lixiviação no longo prazo e compactação na faixa de 10–25 cm (justamente onde há grande atividade radicular). Em áreas com declive, o preparo convencional aumenta a suscetibilidade à erosão hídrica e eólica, além de elevar custos por exigir mais passadas e maior tempo operacional.

Diante disso, a decisão de manejo “mais coerente” deve atacar simultaneamente:

  1. A causa da erosão: excesso de mobilização e solo descoberto em declive → precisa reduzir revolvimento e aumentar cobertura.
  2. A camada compactada (10–25 cm): pode demandar intervenção mecânica pontual e criteriosa (escarificação/subsolagem), respeitando intervalos e evitando repetir operações desnecessárias.
  3. O momento de operação (Ponto de Sazão): operar com umidade adequada reduz risco de nova compactação e melhora a qualidade do preparo/ruptura das camadas.
  4. Reforma do sistema: rotação/adubos verdes para estruturação e “escarificação biológica”, aumentando estabilidade de agregados, infiltração e proteção superficial.

Analisando as alternativas:

  • A) Errada: aumentar passadas tende a aumentar degradação estrutural, pulverização e erosão, além de elevar custos.
  • B) Errada: retirar palhada reduz cobertura, piora erosão e proteção do solo; a meta é manter/elevar cobertura.
  • D) Errada: operar logo após chuvas costuma pegar o solo acima da umidade adequada, elevando risco de amassamento/compactação e danos estruturais; contraria a orientação de operar no Ponto de Sazão.
  • C) Correta: combina redução de mobilização, alternância/uso criterioso de escarificação/subsolagem para a camada compactada, intensificação de cobertura (adubos verdes) e operação no Ponto de Sazão, evitando gradagens/arações repetidas em declive — exatamente o conjunto recomendado pelo guia e coerente com o diagnóstico.

Alternativa correta: (C).

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