Uma cooperativa agrícola formada por produtores de milho da região Centro-Oeste decidiu implementar um programa de manejo integrado com o objetivo de reduzir perdas produtivas observadas nas últimas safras. Embora os produtores utilizassem híbridos modernos, adubação adequada e elevado nível de mecanização, os resultados produtivos continuavam variando significativamente entre propriedades que apresentavam condições semelhantes de clima e fertilidade. Durante o diagnóstico realizado pelos engenheiros agrônomos, verificou-se que uma das principais dificuldades estava relacionada ao controle inadequado de determinados organismos presentes nas lavouras. Em muitas áreas, os produtores adotavam aplicações frequentes de defensivos sem monitoramento prévio das populações existentes. Em outras situações, medidas de controle eram realizadas tardiamente, quando os danos já estavam consolidados e as perdas econômicas tornavam-se inevitáveis. Os consultores responsáveis explicaram que a simples presença de insetos em uma lavoura não significa necessariamente que exista uma praga econômica. Muitos organismos convivem naturalmente com a cultura sem causar prejuízos significativos. Outros, inclusive, exercem funções benéficas, atuando como predadores ou parasitóides de espécies potencialmente prejudiciais. Foi destacado que o manejo moderno das lavouras deve ser baseado em conceitos técnicos relacionados ao monitoramento populacional e à tomada de decisão fundamentada em critérios econômicos. Os participantes aprenderam que existe um limite populacional a partir do qual os prejuízos causados por determinado inseto passam a ser equivalentes ao custo necessário para controlá-lo. Também compreenderam que existe outro limite utilizado para determinar o momento ideal para a adoção das medidas de controle, antes que os prejuízos econômicos efetivamente ocorram. Ao final da capacitação, os produtores concluíram que a adoção de estratégias baseadas em monitoramento e critérios econômicos pode reduzir custos, preservar inimigos naturais e aumentar a eficiência das medidas fitossanitárias utilizadas na lavoura de milho. Nesse contexto, o conceito que representa a densidade populacional de um inseto em que o prejuízo causado se iguala ao custo do seu controle corresponde ao
Questão
Uma cooperativa agrícola formada por produtores de milho da região Centro-Oeste decidiu implementar um programa de manejo integrado com o objetivo de reduzir perdas produtivas observadas nas últimas safras. Embora os produtores utilizassem híbridos modernos, adubação adequada e elevado nível de mecanização, os resultados produtivos continuavam variando significativamente entre propriedades que apresentavam condições semelhantes de clima e fertilidade. Durante o diagnóstico realizado pelos engenheiros agrônomos, verificou-se que uma das principais dificuldades estava relacionada ao controle inadequado de determinados organismos presentes nas lavouras. Em muitas áreas, os produtores adotavam aplicações frequentes de defensivos sem monitoramento prévio das populações existentes. Em outras situações, medidas de controle eram realizadas tardiamente, quando os danos já estavam consolidados e as perdas econômicas tornavam-se inevitáveis. Os consultores responsáveis explicaram que a simples presença de insetos em uma lavoura não significa necessariamente que exista uma praga econômica. Muitos organismos convivem naturalmente com a cultura sem causar prejuízos significativos. Outros, inclusive, exercem funções benéficas, atuando como predadores ou parasitóides de espécies potencialmente prejudiciais. Foi destacado que o manejo moderno das lavouras deve ser baseado em conceitos técnicos relacionados ao monitoramento populacional e à tomada de decisão fundamentada em critérios econômicos. Os participantes aprenderam que existe um limite populacional a partir do qual os prejuízos causados por determinado inseto passam a ser equivalentes ao custo necessário para controlá-lo. Também compreenderam que existe outro limite utilizado para determinar o momento ideal para a adoção das medidas de controle, antes que os prejuízos econômicos efetivamente ocorram. Ao final da capacitação, os produtores concluíram que a adoção de estratégias baseadas em monitoramento e critérios econômicos pode reduzir custos, preservar inimigos naturais e aumentar a eficiência das medidas fitossanitárias utilizadas na lavoura de milho.
Nesse contexto, o conceito que representa a densidade populacional de um inseto em que o prejuízo causado se iguala ao custo do seu controle corresponde ao
Alternativas
A) Período Crítico de Prevenção da Interferência (PCPI)
B) Nível de Controle (NC)
C) Nível de Dano Econômico (NDE)
D) Manejo Integrado de Pragas (MIP)
Explicação
O enunciado descreve dois conceitos clássicos do Manejo Integrado de Pragas (MIP):
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Nível de Dano Econômico (NDE): é a densidade populacional (ou intensidade de infestação) em que o prejuízo causado pela praga se iguala ao custo do controle. Em termos econômicos, é o ponto em que vale “empatar”: o dano monetário passa a ser do mesmo tamanho do que se gastaria para controlar.
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Nível de Controle (NC) (ou nível de ação): é um limite menor que o NDE, usado para definir o momento de intervir (aplicar controle) antes que a população atinja o NDE, evitando que o prejuízo econômico se concretize.
A pergunta pede especificamente: “a densidade populacional de um inseto em que o prejuízo causado se iguala ao custo do seu controle” → isso corresponde ao NDE.
- (A) PCPI é conceito de plantas daninhas (período de interferência), não de insetos-praga.
- (B) NC é o ponto de tomada de decisão para controle antes do prejuízo econômico, não o ponto de igualdade prejuízo = custo.
- (D) MIP é o sistema de manejo como um todo, não um limiar populacional.