Uma cooperativa agrícola que atua na produção de soja em diferentes estados brasileiros decidiu intensificar seus programas de assistência técnica após observar grande variabilidade nos resultados produtivos entre propriedades que utilizavam cultivares semelhantes e tecnologias equivalentes. Apesar das recomendações padronizadas de adubação e manejo fitossanitário, alguns produtores alcançavam produtividades elevadas, enquanto outros apresentavam desempenho abaixo do esperado. Diante desse cenário, a equipe de agrônomos iniciou uma investigação para identificar os fatores responsáveis por tais diferenças. Durante as visitas técnicas, constatou-se que muitas propriedades apresentavam limitações relacionadas à fertilidade do solo, especialmente em áreas cultivadas há vários anos de forma contínua. Também foram identificados problemas associados à acidez elevada, baixa disponibilidade de nutrientes essenciais e redução da atividade biológica do solo. Em uma reunião técnica com os produtores, os especialistas explicaram que o sucesso produtivo da cultura da soja depende diretamente da interação entre fatores genéticos, ambientais e de manejo. Destacaram ainda que a nutrição adequada da cultura exige planejamento baseado em análises de solo e conhecimento das exigências nutricionais da planta. Foi enfatizado que alguns nutrientes são requeridos em grandes quantidades e participam diretamente de processos relacionados ao crescimento radicular, à formação de estruturas reprodutivas e ao enchimento dos grãos. Durante a apresentação, um dos produtores relatou que suas áreas apresentavam baixos teores de fósforo, elemento amplamente reconhecido como limitante em muitos solos tropicais brasileiros. Os agrônomos explicaram que esse elemento é essencial para o estabelecimento inicial da cultura e ao desenvolvimento reprodutivo. Ao final do encontro, os participantes compreenderam que a correção das limitações de fertilidade constitui uma das bases para alcançar elevados níveis de produtividade e garantir melhor aproveitamento do potencial genético das cultivares utilizadas. Nesse contexto, o nutriente cuja deficiência está associada à limitação do crescimento radicular e da transferência de energia na planta corresponde ao
Questão
Uma cooperativa agrícola que atua na produção de soja em diferentes estados brasileiros decidiu intensificar seus programas de assistência técnica após observar grande variabilidade nos resultados produtivos entre propriedades que utilizavam cultivares semelhantes e tecnologias equivalentes. Apesar das recomendações padronizadas de adubação e manejo fitossanitário, alguns produtores alcançavam produtividades elevadas, enquanto outros apresentavam desempenho abaixo do esperado. Diante desse cenário, a equipe de agrônomos iniciou uma investigação para identificar os fatores responsáveis por tais diferenças. Durante as visitas técnicas, constatou-se que muitas propriedades apresentavam limitações relacionadas à fertilidade do solo, especialmente em áreas cultivadas há vários anos de forma contínua. Também foram identificados problemas associados à acidez elevada, baixa disponibilidade de nutrientes essenciais e redução da atividade biológica do solo. Em uma reunião técnica com os produtores, os especialistas explicaram que o sucesso produtivo da cultura da soja depende diretamente da interação entre fatores genéticos, ambientais e de manejo. Destacaram ainda que a nutrição adequada da cultura exige planejamento baseado em análises de solo e conhecimento das exigências nutricionais da planta. Foi enfatizado que alguns nutrientes são requeridos em grandes quantidades e participam diretamente de processos relacionados ao crescimento radicular, à formação de estruturas reprodutivas e ao enchimento dos grãos. Durante a apresentação, um dos produtores relatou que suas áreas apresentavam baixos teores de fósforo, elemento amplamente reconhecido como limitante em muitos solos tropicais brasileiros. Os agrônomos explicaram que esse elemento é essencial para o estabelecimento inicial da cultura e ao desenvolvimento reprodutivo. Ao final do encontro, os participantes compreenderam que a correção das limitações de fertilidade constitui uma das bases para alcançar elevados níveis de produtividade e garantir melhor aproveitamento do potencial genético das cultivares utilizadas.
Nesse contexto, o nutriente cuja deficiência está associada à limitação do crescimento radicular e da transferência de energia na planta corresponde ao
Alternativas
A) potássio, responsável exclusivamente pelo controle da abertura estomática
B) fósforo, essencial para o metabolismo energético e desenvolvimento radicular
C) cálcio, principal constituinte das moléculas de clorofila
D) enxofre, responsável pelo transporte de fotoassimilados para os grãos
Explicação
O enunciado descreve áreas com baixos teores de fósforo (P) e pede o nutriente cuja deficiência está associada à limitação do crescimento radicular e à transferência de energia na planta.
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Transferência de energia: o fósforo é componente central de moléculas energéticas como ATP/ADP (ligações fosfato de alta energia), sendo indispensável para reações metabólicas que demandam energia.
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Crescimento radicular e estabelecimento inicial: a deficiência de P é classicamente relacionada a menor desenvolvimento do sistema radicular, prejudicando a exploração do solo e o estabelecimento da cultura, além de afetar fases reprodutivas.
Analisando as alternativas:
- A) Potássio está ligado a regulação osmótica e abertura estomática, mas não “exclusivamente” e não é o principal associado à transferência de energia via ATP.
- B) Fósforo: exatamente o nutriente ligado ao metabolismo energético e ao desenvolvimento radicular.
- C) Cálcio não é constituinte principal da clorofila (isso é magnésio).
- D) Enxofre participa de aminoácidos (cisteína e metionina) e proteínas; não é o “responsável” pelo transporte de fotoassimilados.