Os brasileiros passaram a comprometer uma parcela maior do orçamento com transporte do que com alimentação. Segundo dados da Pesquisa de Orçamento Familiares (POF), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, 14,6% dos gastos mensais das famílias brasileiras em 2018 eram com transporte coletivo, compra de combustíveis ou de veículos. Os gastos com alimentação correspondiam a 14,2% de toda a despesa. Esta é a primeira vez, na série histórica da pesquisa, iniciada na década de 1970, que essa inversão ocorre. Disponível em: www.oglobo.globo.com. Acesso em: 15 dez. 2020. Uma melhor estruturação da política de transportes públicos permitiria

Questão

Os brasileiros passaram a comprometer uma parcela maior do orçamento com transporte do que com alimentação. Segundo dados da Pesquisa de Orçamento Familiares (POF), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, 14,6% dos gastos mensais das famílias brasileiras em 2018 eram com transporte coletivo, compra de combustíveis ou de veículos. Os gastos com alimentação correspondiam a 14,2% de toda a despesa. Esta é a primeira vez, na série histórica da pesquisa, iniciada na década de 1970, que essa inversão ocorre.

Disponível em: www.oglobo.globo.com. Acesso em: 15 dez. 2020.

Uma melhor estruturação da política de transportes públicos permitiria

Alternativas

A) a eliminação de gastos com transportes e o imobilismo econômico.

B) menor necessidade de mão de obra nas indústrias e o aumento da taxa de lucro.

C) o aumento da taxa de lucro de empresas e o aumento na diversificação da produção.

D) a diminuição da taxa de lucro empresarial e a diminuição das desigualdades sociais.

E) a dinamização da economia pelo consumo doméstico e a diminuição de gastos com transporte.

92%

Explicação

O texto informa que, em 2018, as famílias brasileiras passaram a gastar proporcionalmente mais com transporte (14,6%) do que com alimentação (14,2%). Isso sugere que o custo de deslocamento (tarifas, combustíveis, manutenção/compra de veículos) pesa muito no orçamento.

Se houver uma melhor estruturação da política de transportes públicos (mais oferta, integração, eficiência, menor tempo/custo e maior qualidade), a tendência é:

  1. Redução do gasto das famílias com transporte (por tarifas mais acessíveis e menor dependência do transporte individual e de combustíveis).
  2. Com mais renda disponível (pois gastariam menos com deslocamento), as famílias podem aumentar o consumo de outros bens e serviços, fortalecendo o mercado interno.
  3. Esse aumento do consumo interno dinamiza a economia, elevando a demanda e estimulando produção e emprego.

Entre as alternativas, a única que conecta diretamente melhoria do transporte público a queda do peso do transporte no orçamento e a aquecimento do consumo doméstico é a letra E. As demais ou fazem afirmações sem relação direta com o tema (como “eliminação de gastos” e “imobilismo”) ou focam em lucro empresarial/indústrias de modo inadequado ao argumento central do texto.

Alternativa correta: (E).

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