Rússia e China – membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) – apoiam a entrada do Brasil e da Índia, em um movimento de reforma do conselho. O pedido de expansão do conselho foi reiterado na declaração final da Cúpula do BRICS, ocorrida no Rio de Janeiro, em julho de 2025. A reforma do Conselho de Segurança é uma antiga demanda do grupo. A insistência do BRICS na reforma do principal órgão de tomada de decisões da ONU reflete a crescente insatisfação de diversas nações com a atual configuração do conselho, que muitos consideram anacrônica e não mais compatível com a realidade global. BOSA, G. China e Rússia apoiam Brasil e Índia no Conselho de Segurança; entenda. Disponível em: https://cnnbrasil.com.br. Acesso em: 5 maio 2026 (adaptado). A perspectiva apresentada no texto indica uma reivindicação em benefício da
Questão
Rússia e China – membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) – apoiam a entrada do Brasil e da Índia, em um movimento de reforma do conselho. O pedido de expansão do conselho foi reiterado na declaração final da Cúpula do BRICS, ocorrida no Rio de Janeiro, em julho de 2025. A reforma do Conselho de Segurança é uma antiga demanda do grupo. A insistência do BRICS na reforma do principal órgão de tomada de decisões da ONU reflete a crescente insatisfação de diversas nações com a atual configuração do conselho, que muitos consideram anacrônica e não mais compatível com a realidade global.
BOSA, G. China e Rússia apoiam Brasil e Índia no Conselho de Segurança; entenda. Disponível em: https://cnnbrasil.com.br. Acesso em: 5 maio 2026 (adaptado).
A perspectiva apresentada no texto indica uma reivindicação em benefício da
Alternativas
A) centralização de decisões globais.
B) consolidação de alianças militares.
C) desestructuração da ordem multipolar.
D) substituição das relações multilaterais.
E) ampliação da representatividade geopolítica.
Explicação
O texto trata da reforma e expansão do Conselho de Segurança da ONU, com apoio de Rússia e China à entrada de Brasil e Índia, e afirma que muitos países consideram a configuração atual “anacrônica” e incompatível com a realidade global.
Isso indica uma reivindicação por:
- Atualizar quem participa do núcleo decisório mais importante da ONU;
- Incluir mais países (especialmente potências regionais e emergentes) como membros permanentes;
- Tornar o órgão mais compatível com a distribuição contemporânea de poder no sistema internacional.
Logo, a demanda do BRICS é por maior voz e presença de diferentes regiões e potências nas decisões globais, isto é, por ampliação da representatividade geopolítica.
- (A) Centralização: é o oposto (expansão tende a desconcentrar poder).
- (B) Alianças militares: não é o foco; trata-se de governança/representação na ONU.
- (C) “Desestruturação” da ordem multipolar: não faz sentido; a crítica é à estrutura “antiga” e a proposta é reformá-la.
- (D) Substituição do multilateralismo: a ONU é multilateral; a reforma busca reforçar/atualizar esse multilateralismo.