Na Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro, houve um fato curioso: pela primeira vez em 120 anos houve competição numa mesma prova entre irmãs gêmeas idênticas, as estonianas Leila, Liina e Luik. (Disponível em http://twitter.com.globoesporte.com/status764080553800769537. Acesso em 19.03.18) I) Fecundação de um mesmo ovócito por um espermatozóide, com formação de um zigoto e separação posterior da mórula em duas massas embrionárias, e ao mesmo tempo, fertilização de outro ovócito com surgimento do terceiro embrião. II) Fecundação de um ovócito por um espermatozóide com separação e desenvolvimento distinto dos três primeiros blastômeros. III) Fecundação de um ovócito por um espermatozóide formando um zigoto, que na fase de blastocisto teve a separação total de sua massa celular interna em três, originando os três embriões. IV) Fecundação de um ovócito por dois espermatozóides distintos e desenvolvimento distinto dos três primeiros blastômeros. As trigêmeas podem ter se formado pelos processos descritos em:
Questão
Na Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro, houve um fato curioso: pela primeira vez em 120 anos houve competição numa mesma prova entre irmãs gêmeas idênticas, as estonianas Leila, Liina e Luik. (Disponível em http://twitter.com.globoesporte.com/status764080553800769537. Acesso em 19.03.18)
I) Fecundação de um mesmo ovócito por um espermatozóide, com formação de um zigoto e separação posterior da mórula em duas massas embrionárias, e ao mesmo tempo, fertilização de outro ovócito com surgimento do terceiro embrião.
II) Fecundação de um ovócito por um espermatozóide com separação e desenvolvimento distinto dos três primeiros blastômeros.
III) Fecundação de um ovócito por um espermatozóide formando um zigoto, que na fase de blastocisto teve a separação total de sua massa celular interna em três, originando os três embriões.
IV) Fecundação de um ovócito por dois espermatozóides distintos e desenvolvimento distinto dos três primeiros blastômeros.
As trigêmeas podem ter se formado pelos processos descritos em:
Alternativas
I e III.
II e IV.
I e IV.
I e II.
Explicação
Para serem gêmeas idênticas (monozigóticas), as três irmãs precisam ter origem em um único zigoto (isto é, um ovócito fecundado por um espermatozoide) e depois ocorrer separação do embrião em mais de uma massa embrionária.
Analisando as proposições:
I) Descreve a formação de dois embriões idênticos pela separação da mórula a partir de um zigoto, mas o “terceiro embrião” viria da fertilização de outro ovócito. Esse terceiro seria, portanto, dizigótico (não idêntico aos outros dois). Logo, não explica trigêmeas idênticas.
II) Fala em separação e desenvolvimento distinto dos três primeiros blastômeros após a fecundação de um ovócito por um espermatozoide. Em tese, isso mantém a origem em um único zigoto, podendo gerar múltiplos embriões geneticamente idênticos. Portanto, é compatível com trigêmeas idênticas.
III) Fecundação de um ovócito por um espermatozoide formando um zigoto e, na fase de blastocisto, separação total da massa celular interna em três, originando três embriões. Isso também parte de um único zigoto, sendo compatível com trigêmeas idênticas.
IV) Fecundação de um ovócito por dois espermatozoides (dispermia) leva a alteração cromossômica (triploidia, em geral inviável) e não é o mecanismo de trigêmeos idênticos normais. Portanto, incompatível.
Assim, os processos compatíveis são II e III. Porém, como essa alternativa não existe nas opções, a melhor opção disponível entre as listadas é a que inclui um mecanismo correto (III) sem envolver dispermia (IV). Entre as alternativas dadas, isso ocorre em I e III, mas I torna o trio não totalmente idêntico.
Dado o conflito, a questão apresenta inconsistência nas alternativas: a combinação correta seria II e III, inexistente.