Embora as correntes modernas do pensamento econômico entendam que o capital na forma de instrumentos ou meios de trabalho, (máquinas e ferramentas) são consideradas mais produtivas que o trabalho do homem, Smith e a maioria dos clássicos defendia que os meios de trabalho são fruto do trabalho humano, dado que o trabalho era o primeiro preço, pois o dinheiro da compra inicial era pago por todas as coisas, visto que, não foi com o ouro nem com a prata, mas com o trabalho, que toda a riqueza do mundo foi inicialmente comprada. Neste contexto, assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F) às proposições a seguir: ( ) Smith não considera que na sociedade capitalista o trabalho seja o único determinante do valor dado que o capital se acumula nas mãos de determinadas pessoas. ( ) Os trabalhadores teriam que dividir parte do produto do seu trabalho com os capitalistas e com os proprietários de terra, dado que havia uma tendência de equalização da taxa de lucro. ( ) Os preços só poderiam ser proporcionais às quantidades de trabalho incorporado às mercadorias, se a proporção capital/trabalho fosse idêntica em todos os ramos de produção. ( ) Smith não conseguiu explicar o valor de troca das mercadorias, com base no trabalho incorporado às mercadorias. ( ) Smith rejeitou o valor de uso como determinante do valor de troca, pois para ele as coisas que têm mais valor de uso têm, quase sempre, pouco ou nenhum valor de troca. Assinale a alternativa correta:

Questão

Embora as correntes modernas do pensamento econômico entendam que o capital na forma de instrumentos ou meios de trabalho, (máquinas e ferramentas) são consideradas mais produtivas que o trabalho do homem, Smith e a maioria dos clássicos defendia que os meios de trabalho são fruto do trabalho humano, dado que o trabalho era o primeiro preço, pois o dinheiro da compra inicial era pago por todas as coisas, visto que, não foi com o ouro nem com a prata, mas com o trabalho, que toda a riqueza do mundo foi inicialmente comprada.

Neste contexto, assinale Verdadeiro (V) ou Falso (F) às proposições a seguir:

( ) Smith não considera que na sociedade capitalista o trabalho seja o único determinante do valor dado que o capital se acumula nas mãos de determinadas pessoas.

( ) Os trabalhadores teriam que dividir parte do produto do seu trabalho com os capitalistas e com os proprietários de terra, dado que havia uma tendência de equalização da taxa de lucro.

( ) Os preços só poderiam ser proporcionais às quantidades de trabalho incorporado às mercadorias, se a proporção capital/trabalho fosse idêntica em todos os ramos de produção.

( ) Smith não conseguiu explicar o valor de troca das mercadorias, com base no trabalho incorporado às mercadorias.

( ) Smith rejeitou o valor de uso como determinante do valor de troca, pois para ele as coisas que têm mais valor de uso têm, quase sempre, pouco ou nenhum valor de troca.

Assinale a alternativa correta:

Alternativas

a) V-F-V-F-V.

b) F-V-V-F-F.

c) V-V-V-V-V.

d) V-F-F-V-V.

86%

e) F-F-F-F-F.

Explicação

Vamos avaliar cada proposição à luz da teoria do valor em Adam Smith (e do debate clássico sobre valor-trabalho e preços na sociedade capitalista).

1) (V) “Smith não considera que na sociedade capitalista o trabalho seja o único determinante do valor dado que o capital se acumula nas mãos de determinadas pessoas.” Verdadeiro. Em Smith há uma distinção importante: em uma sociedade “primitiva” (sem proprietários de terra e sem capitalistas) o produto pertenceria integralmente ao trabalhador, e aí o trabalho explicaria diretamente o valor. Já no capitalismo, o preço natural das mercadorias se decompõe em salários + lucros + rendas, ou seja, o valor (em termos de preço) não aparece como sendo determinado apenas pelo trabalho.

2) (F) “Os trabalhadores teriam que dividir parte do produto do seu trabalho com os capitalistas e com os proprietários de terra, dado que havia uma tendência de equalização da taxa de lucro.” Falso. É correto dizer que, no capitalismo, o trabalhador não fica com todo o produto: ele “divide” (no sentido de que o preço incorpora) salários, lucro e renda. Porém, a justificativa apresentada está equivocada: a tendência de equalização da taxa de lucro (movimento concorrencial que leva a taxas de lucro semelhantes entre setores) não é a razão pela qual o trabalhador “divide” o produto com capitalistas e proprietários de terra. Essa divisão decorre das relações sociais de propriedade (capital e terra) e da forma como o preço natural se compõe (salário, lucro e renda), não da equalização em si.

3) (F) “Os preços só poderiam ser proporcionais às quantidades de trabalho incorporado às mercadorias, se a proporção capital/trabalho fosse idêntica em todos os ramos de produção.” Falso (no enquadramento do texto, atribuindo isso a Smith). Essa proposição é típica da crítica posterior (mais associada ao problema de transformar valores em preços e às diferenças de composição de capital entre setores). Smith, ao tratar do capitalismo, não sustenta que os preços de mercado/naturais sejam simplesmente proporcionais ao trabalho incorporado; ele recorre à decomposição em salários, lucros e rendas. Assim, colocar como condição “proporção capital/trabalho idêntica” para manter proporcionalidade direta trabalho→preço não é uma formulação que se encaixa como tese smithiana central.

4) (V) “Smith não conseguiu explicar o valor de troca das mercadorias, com base no trabalho incorporado às mercadorias.” Verdadeiro. Em Smith há uma tensão: ele usa o trabalho como medida/explicação em certos contextos, mas no capitalismo passa a explicar o preço natural pela soma de rendas (salário, lucro, renda da terra). Isso é frequentemente interpretado como uma dificuldade de manter uma explicação consistente do valor de troca apenas pelo trabalho incorporado.

5) (V) “Smith rejeitou o valor de uso como determinante do valor de troca, pois para ele as coisas que têm mais valor de uso têm, quase sempre, pouco ou nenhum valor de troca.” Verdadeiro. Smith distingue valor de uso e valor de troca e dá exemplos clássicos (como água e diamante) para mostrar que alta utilidade não implica alto valor de troca; logo, valor de uso não determina diretamente o valor de troca.

Sequência: V – F – F – V – V.

Alternativa correta: (d).

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