Qual das alternativas a seguir NÃO é uma contraindicação para transporte aeromédico asa rotativa (helicóptero)?
Questão
Qual das alternativas a seguir NÃO é uma contraindicação para transporte aeromédico asa rotativa (helicóptero)?
Alternativas
A) Recém-nascido prematuro de 27 semanas, intubado, hemodinamicamente compensado com uso de vasopressor.
B) Gestante em início de trabalho de parto.
C) Paciente psiquiátrico.
D) Jovem com TCE grave, com anisocoria e pneumoencéfalo identificado na tomografia de admissão.
E) Paciente custodiado.
Explicação
Para identificar a alternativa que NÃO é contraindicação ao transporte aeromédico em asa rotativa (helicóptero), avaliamos condições que aumentam risco pela fisiologia do voo (vibração, ruído, acesso limitado ao paciente, espaço restrito, necessidade de segurança de voo) e, principalmente, efeitos da altitude (redução da pressão barométrica e expansão de gases).
- Gestante em início de trabalho de parto (B)
- Em geral, é considerada contraindicação relativa/importante para transporte aeromédico, sobretudo em helicóptero, pelo risco de evolução rápida para parto durante o voo, ambiente com espaço limitado e dificuldade de manejo obstétrico emergencial.
- Paciente psiquiátrico (C)
- Também é tipicamente contraindicação relativa quando há agitação/risco de agressividade, tentativa de abrir portas/interferir com a tripulação, necessidade de contenção/sedação com risco ventilatório e imprevisibilidade comportamental em ambiente restrito.
- TCE grave com anisocoria e pneumoencéfalo (D)
- O pneumoencéfalo é um exemplo clássico de contraindicação ao voo, porque o ar intracraniano pode expandir com a redução da pressão (Lei de Boyle), aumentando a pressão intracraniana e piorando a herniação (anisocoria sugere hipertensão intracraniana/herniação em curso). Portanto, é contraindicação relevante.
- Paciente custodiado (E)
- Em helicóptero, frequentemente é visto como contraindicação operacional/segurança (risco de violência, necessidade de algemas/armas/guarda armada, interferência com protocolos de segurança de voo). Muitos serviços restringem ou não realizam esse tipo de transporte em asa rotativa.
- Recém-nascido prematuro de 27 semanas, intubado, hemodinamicamente compensado com vasopressor (A)
- Prematuridade extrema e uso de vasopressor aumentam complexidade e exigem equipe/estrutura neonatal (incubadora de transporte, ventilação adequada, monitorização, controle térmico), mas não configuram, por si só, uma contraindicação intrínseca ao helicóptero. Se o neonato está intubado e estabilizado (mesmo em uso de vasopressor), o transporte pode ser indicado quando houver benefício assistencial e capacidade de suporte avançado.
Assim, entre as opções, a única que NÃO representa contraindicação típica ao transporte em helicóptero é a alternativa A.
Alternativa correta: A.