Em relação à medida dos valores, sempre que for necessário medir a grandeza de alguma coisa a sociedade vai precisar de uma unidade padrão de medida, logo o dinheiro pode cumprir esta função porque todas as mercadorias, inclusive as moedas de ouro e prata, possuem valor (trabalho humano incorporado na sua produção), e, por isso, podem ser comensuradas através de uma mercadoria especial que assume a forma equivalente geral. Na história do dinheiro, até meados do século XX, as moedas de ouro e prata assumiram a missão de ser mercadoria monetária, ou dinheiro, porque possuíam valor. Com base nesta informação, analise as asserções abaixo: I. Ao contrário do que pensavam os clássicos (Smith, Ricardo e outros), não precisamos de uma medida invariável de valor, para medir o valor de todas as outras mercadorias. PORQUE II. O valor do ouro e da prata varia conforme o tempo médio de trabalho socialmente necessário para produzi-los. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Questão
Em relação à medida dos valores, sempre que for necessário medir a grandeza de alguma coisa a sociedade vai precisar de uma unidade padrão de medida, logo o dinheiro pode cumprir esta função porque todas as mercadorias, inclusive as moedas de ouro e prata, possuem valor (trabalho humano incorporado na sua produção), e, por isso, podem ser comensuradas através de uma mercadoria especial que assume a forma equivalente geral. Na história do dinheiro, até meados do século XX, as moedas de ouro e prata assumiram a missão de ser mercadoria monetária, ou dinheiro, porque possuíam valor.
Com base nesta informação, analise as asserções abaixo:
I. Ao contrário do que pensavam os clássicos (Smith, Ricardo e outros), não precisamos de uma medida invariável de valor, para medir o valor de todas as outras mercadorias.
PORQUE
II. O valor do ouro e da prata varia conforme o tempo médio de trabalho socialmente necessário para produzi-los.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
a. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
b. A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
c. As asserções I e II são proposições verdadeiras e a II é uma justificativa correta da I.
d. A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
e. As asserções I e II são proposições falsas.
Explicação
Passo 1 — Ideia central do enunciado (teoria do valor-trabalho): O texto parte da noção de que o dinheiro (historicamente ouro/prata) pode funcionar como medida de valor porque também é uma mercadoria com valor (trabalho humano incorporado). Logo, ele serve como equivalente geral para expressar o valor das demais mercadorias.
Passo 2 — Análise da asserção II: II diz: “O valor do ouro e da prata varia conforme o tempo médio de trabalho socialmente necessário para produzi-los.” Pela teoria do valor-trabalho (especialmente em Marx), o valor de uma mercadoria é determinado pelo tempo de trabalho socialmente necessário. Se a produtividade muda (mineração mais eficiente, novas jazidas etc.), o tempo necessário muda e, portanto, o valor do ouro/prata varia. ✅ Portanto, II é verdadeira.
Passo 3 — Análise da asserção I: I diz: “Ao contrário do que pensavam os clássicos (Smith, Ricardo e outros), não precisamos de uma medida invariável de valor...” Se o próprio padrão monetário (ouro/prata) tem valor que pode variar, então ele não é uma medida invariável. Ainda assim, ele pode cumprir a função de medida porque o que importa é que as mercadorias expressem seus valores relativamente em um equivalente geral (mesmo que esse equivalente também varie). ✅ Portanto, I é verdadeira.
Passo 4 — Relação entre I e II (PORQUE): A II explica exatamente por que não faz sentido exigir uma “medida invariável”: ouro e prata não têm valor fixo, pois seu valor depende do tempo de trabalho socialmente necessário. ✅ Assim, II justifica corretamente I.
Alternativa correta: (c).