Um engenheiro agrônomo recém-contratado por uma cooperativa agrícola passou a acompanhar um programa de monitoramento fitossanitário em propriedades produtoras de soja, trigo e feijão. Durante as visitas técnicas, observou diferentes padrões de ocorrência de doenças. Em uma das áreas, os sintomas surgiam inicialmente em poucas plantas distribuídas de forma esparsa pela lavoura. Com o passar do tempo, novas infecções eram observadas e a doença passava a se disseminar rapidamente entre os indivíduos cultivados. Ao analisar os relatórios elaborados em safras anteriores, o profissional percebeu que determinadas doenças evoluíam lentamente e permaneciam restritas a poucos focos, enquanto outras apresentavam crescimento acelerado do número de plantas doentes. Em uma reunião técnica, os produtores relataram dificuldades para compreender essa diferença de comportamento epidemiológico e solicitaram orientações para melhorar o monitoramento das áreas cultivadas. Para esclarecer a situação, o agrônomo explicou que o entendimento do ciclo das relações patógeno-hospedeiro é fundamental para prever a evolução das doenças e estabelecer medidas de manejo mais eficientes. Ressaltou ainda que algumas doenças desenvolvem apenas um ciclo de infecção durante a estação de cultivo, enquanto outras realizam sucessivos ciclos de produção de inóculo e novas infecções ao longo da mesma safra. Utilizando registros de campo, o profissional mostrou que uma doença observada na propriedade iniciou a partir de estruturas de sobrevivência presentes no ambiente, resultando inicialmente em pequeno número de plantas infectadas e baixo índice de infecção. Posteriormente, o patógeno produziu novo inóculo, intensificando rapidamente o número de lesões e ampliando a disseminação da doença por toda a lavoura. Ao final da apresentação, os produtores concluíram que compreender a diferença entre os ciclos epidemiológicos auxilia diretamente no planejamento das medidas de monitoramento e controle fitossanitário. Nesse contexto, a fase caracterizada pelo surgimento de grande quantidade de indivíduos infectados, elevado número de lesões por planta e utilização do inóculo produzido a partir das infecções iniciais corresponde ao

Questão

Um engenheiro agrônomo recém-contratado por uma cooperativa agrícola passou a acompanhar um programa de monitoramento fitossanitário em propriedades produtoras de soja, trigo e feijão. Durante as visitas técnicas, observou diferentes padrões de ocorrência de doenças. Em uma das áreas, os sintomas surgiam inicialmente em poucas plantas distribuídas de forma esparsa pela lavoura. Com o passar do tempo, novas infecções eram observadas e a doença passava a se disseminar rapidamente entre os indivíduos cultivados. Ao analisar os relatórios elaborados em safras anteriores, o profissional percebeu que determinadas doenças evoluíam lentamente e permaneciam restritas a poucos focos, enquanto outras apresentavam crescimento acelerado do número de plantas doentes. Em uma reunião técnica, os produtores relataram dificuldades para compreender essa diferença de comportamento epidemiológico e solicitaram orientações para melhorar o monitoramento das áreas cultivadas. Para esclarecer a situação, o agrônomo explicou que o entendimento do ciclo das relações patógeno-hospedeiro é fundamental para prever a evolução das doenças e estabelecer medidas de manejo mais eficientes. Ressaltou ainda que algumas doenças desenvolvem apenas um ciclo de infecção durante a estação de cultivo, enquanto outras realizam sucessivos ciclos de produção de inóculo e novas infecções ao longo da mesma safra. Utilizando registros de campo, o profissional mostrou que uma doença observada na propriedade iniciou a partir de estruturas de sobrevivência presentes no ambiente, resultando inicialmente em pequeno número de plantas infectadas e baixo índice de infecção. Posteriormente, o patógeno produziu novo inóculo, intensificando rapidamente o número de lesões e ampliando a disseminação da doença por toda a lavoura. Ao final da apresentação, os produtores concluíram que compreender a diferença entre os ciclos epidemiológicos auxilia diretamente no planejamento das medidas de monitoramento e controle fitossanitário.

Nesse contexto, a fase caracterizada pelo surgimento de grande quantidade de indivíduos infectados, elevado número de lesões por planta e utilização do inóculo produzido a partir das infecções iniciais corresponde ao

Alternativas

A) ciclo secundário, desenvolvido a partir do inóculo gerado durante o avanço da doença na cultura

95%

B) período de incubação, caracterizado pelo intervalo entre a inoculação e a manifestação dos sintomas

C) estágio de dormência, no qual o metabolismo do patógeno permanece reduzido pela limitação ambiental

D) processo de inoculação, responsável apenas pela transferência do patógeno ao local de infecção

Explicação

A questão descreve uma doença que:

  1. Começa com poucas plantas doentes, a partir de estruturas de sobrevivência no ambiente → isso caracteriza o início por inóculo primário (primeiras infecções, geralmente mais esparsas e em menor número).
  2. Depois, o patógeno produz novo inóculo a partir das infecções iniciais, aumentando rapidamente o número de lesões e a disseminação na lavoura → isso é típico de doenças policíclicas, nas quais há ciclos repetidos de infecção na mesma safra.

A fase pedida no enunciado é justamente a fase de explosão da doença, com muitos indivíduos infectados e muitas lesões por planta, alimentada pelo inóculo produzido nas infecções iniciais. Em epidemiologia de doenças de plantas, isso corresponde ao ciclo secundário (infecções secundárias geradas pelo inóculo produzido durante o avanço da epidemia na cultura).

  • (B) Período de incubação é apenas o tempo entre infecção e sintomas, não explica o aumento explosivo.
  • (C) Dormência é fase de baixa atividade metabólica, oposta ao aumento rápido.
  • (D) Inoculação é só a chegada/depósito do inóculo; não define a fase de múltiplas reinfecções.

Alternativa correta: (A).

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