Geografia: Que haja diferenças entre os dois tipos de desastres, a discrepância entre os números utilizados pelo Japão e Equador não é acidental. Entre os principais fatores que influenciam o impacto dos abalos sísmicos sobre as vítimas, destacam-se:
Que haja diferenças entre os dois tipos de desastres, a discrepância entre os números utilizados pelo Japão e Equador não é acidental. Entre os principais fatores que influenciam o impacto dos abalos sísmicos sobre as vítimas, destacam-se:
A) as políticas públicas, marcantes em países pobres, voltadas para o preparo da população e das autoridades em situações de emergência.
B) a urbanização e a demografia desordenadas, visto que quanto mais densamente povoada é uma área, maior é a chance de que haja vítimas fatais em caso de tremores.
C) a criação de estações sismológicas para estudar áreas de risco e alertar sobre a possibilidade de atividades vulcânicas e tsunamis.
D) o combate à pobreza, como demanda prioritária mais visível em países em desenvolvimento.
E) as observações empíricas das Escalas Richter e Mercalli dos efeitos causados, como o desmoronamento de casas.
A questão compara os impactos de abalos sísmicos (Japão × Equador) e afirma que a discrepância no número de vítimas não é acidental, ou seja, não depende apenas da magnitude do tremor, mas principalmente da vulnerabilidade da sociedade atingida.
Entre os fatores que mais explicam diferenças no número de mortes em terremotos estão:
- Concentração de população e ocupação urbana: quanto mais gente vive em uma área afetada (especialmente em cidades densas), maior o número potencial de pessoas expostas.
- Forma de ocupação do espaço (planejada ou desordenada): urbanização desordenada costuma ampliar a vulnerabilidade (moradias precárias, encostas, falta de fiscalização e infraestrutura), elevando a chance de desabamentos e vítimas.
Analisando as alternativas:
- A está incoerente: políticas públicas de preparo não são “marcantes em países pobres”; em geral, países mais ricos tendem a ter melhor preparação e normas.
- B aponta densidade populacional e urbanização/desordem demográfica, que são fatores clássicos para aumentar vítimas. Correta.
- C (estações sismológicas) pode ajudar no monitoramento, mas não é o principal determinante direto do número de vítimas em terremotos (e terremotos não são “previstos” com precisão; além disso, mistura com vulcanismo/tsunamis).
- D (combate à pobreza) é importante, mas está genérico; o impacto sobre vítimas é explicado mais diretamente por como a população está exposta (densidade/ocupação) e qualidade das construções.
- E confunde escalas (Richter/Mercalli) com “observações empíricas” e não explica a diferença de vítimas; são apenas formas de medir/avaliar.
Alternativa correta: (B).