Geografia: Que haja diferenças entre os dois tipos de desastres, a discrepância entre os números utilizados pelo Japão e Equador não é acidental. Entre os principais fatores que influenciam o impacto dos abalos sísmicos sobre as vítimas, destacam-se:

Questão

Que haja diferenças entre os dois tipos de desastres, a discrepância entre os números utilizados pelo Japão e Equador não é acidental. Entre os principais fatores que influenciam o impacto dos abalos sísmicos sobre as vítimas, destacam-se:

Alternativas

A) as políticas públicas, marcantes em países pobres, voltadas para o preparo da população e das autoridades em situações de emergência.

B) a urbanização e a demografia desordenadas, visto que quanto mais densamente povoada é uma área, maior é a chance de que haja vítimas fatais em caso de tremores.

88%

C) a criação de estações sismológicas para estudar áreas de risco e alertar sobre a possibilidade de atividades vulcânicas e tsunamis.

D) o combate à pobreza, como demanda prioritária mais visível em países em desenvolvimento.

E) as observações empíricas das Escalas Richter e Mercalli dos efeitos causados, como o desmoronamento de casas.

Explicação

A questão compara os impactos de abalos sísmicos (Japão × Equador) e afirma que a discrepância no número de vítimas não é acidental, ou seja, não depende apenas da magnitude do tremor, mas principalmente da vulnerabilidade da sociedade atingida.

Entre os fatores que mais explicam diferenças no número de mortes em terremotos estão:

  1. Concentração de população e ocupação urbana: quanto mais gente vive em uma área afetada (especialmente em cidades densas), maior o número potencial de pessoas expostas.
  2. Forma de ocupação do espaço (planejada ou desordenada): urbanização desordenada costuma ampliar a vulnerabilidade (moradias precárias, encostas, falta de fiscalização e infraestrutura), elevando a chance de desabamentos e vítimas.

Analisando as alternativas:

  • A está incoerente: políticas públicas de preparo não são “marcantes em países pobres”; em geral, países mais ricos tendem a ter melhor preparação e normas.
  • B aponta densidade populacional e urbanização/desordem demográfica, que são fatores clássicos para aumentar vítimas. Correta.
  • C (estações sismológicas) pode ajudar no monitoramento, mas não é o principal determinante direto do número de vítimas em terremotos (e terremotos não são “previstos” com precisão; além disso, mistura com vulcanismo/tsunamis).
  • D (combate à pobreza) é importante, mas está genérico; o impacto sobre vítimas é explicado mais diretamente por como a população está exposta (densidade/ocupação) e qualidade das construções.
  • E confunde escalas (Richter/Mercalli) com “observações empíricas” e não explica a diferença de vítimas; são apenas formas de medir/avaliar.

Alternativa correta: (B).

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