A partir do cenário com base no referencial teórico, a respeito da atuação de influenciadores digitais leigos no campo da saúde coletiva, assinale a alternativa correta:

Questão

A partir do cenário com base no referencial teórico, a respeito da atuação de influenciadores digitais leigos no campo da saúde coletiva, assinale a alternativa correta:

Alternativas

A
Resposta certa

Alternativa 1: A reprodução em massa de dietas e treinos sugeridos por influenciadores leigos gera riscos biológicos severos à saúde dos seguidores, apesar de os conselhos profissionais possuírem resoluções específicas para tentar fiscalizar e punir o exercício ilegal da profissão na internet.

B

Alternativa 2: As prescrições de rotinas físicas extremas nas redes sociais substituem de forma segura o acompanhamento nutricional individualizado e a orientação técnica presencial.

C

Alternativa 3: A arquitetura algorítmica das plataformas digitais atua no combate à desinformação, bloqueando e censurando perfis comerciais que façam promessas estéticas de resultados imediatos.

D

Alternativa 4: O engajamento de seguidores com conteúdos de leigos é livre de impactos epidemiológicos na saúde coletiva, limitando-se a uma dinâmica de entretenimento e marketing.

E

Alternativa 5: A validação de condutas de saúde nas redes sociais é monitorada e chancelada por comitês científicos oficiais, garantindo a eficácia de regimes universais de exercícios.

Explicação

Para analisar a atuação de influenciadores digitais leigos na saúde coletiva, o ponto central do referencial teórico costuma envolver: (i) risco sanitário/biológico e danos potenciais quando práticas de saúde são prescritas sem avaliação individual; (ii) circulação de desinformação e “promessas” simplificadas; (iii) limites da regulação/fiscalização no ambiente digital; e (iv) efeitos coletivos (epidemiológicos e sociais) quando muita gente replica a mesma conduta.

  • Alternativa 1 (correta): Está coerente com o cenário teórico: recomendações leigas (dietas, treinos, “protocolos”) podem induzir condutas inadequadas, agravar condições pré-existentes, gerar lesões e outros danos — e, por serem replicadas em massa, podem ter repercussão coletiva. Além disso, é plausível e consistente a ideia de que conselhos profissionais tentem normatizar, orientar e coibir exercício ilegal e propaganda enganosa, ainda que a fiscalização na internet seja limitada.

  • Alternativa 2 (incorreta): Afirma que rotinas extremas “substituem de forma segura” acompanhamento individualizado e orientação técnica presencial. Isso contraria princípios básicos de saúde coletiva e clínica: segurança depende de avaliação individual (histórico, comorbidades, capacidade física, objetivos, riscos).

  • Alternativa 3 (incorreta): Plataformas não “atuam no combate” de modo garantido; algoritmos frequentemente priorizam engajamento, o que pode inclusive amplificar conteúdos sensacionalistas e promessas fáceis, em vez de bloqueá-los sistematicamente.

  • Alternativa 4 (incorreta): Dizer que é “livre de impactos epidemiológicos” é incompatível com saúde coletiva: mudanças comportamentais disseminadas por redes (alimentação, exercício, uso de substâncias, medicalização, transtornos alimentares etc.) podem produzir impactos populacionais.

  • Alternativa 5 (incorreta): Não existe chancela universal por “comitês científicos oficiais” para condutas de saúde em redes; e a noção de “regimes universais” vai contra a individualização do cuidado e a variabilidade biológica.

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