"A beleza machuca, nós evidenciamos o que temos de pior / A cirurgia plástica não cura a alma / É a alma que precisa de cirurgia [...] Você se fotografa, o espelho diz que você não é bonita / Aspira à perfeição / Moda direcionada / No fundo, você é apenas uma imagem." BEYONCÉ. Pretty Hurts. Compositora: Sia Furler. Álbum: Beyoncé. New York: Columbia Records, 2013. (Trecho traduzido). Fonte: ALMEIDA, T. T. de et al. Mídias sociais, imagem corporal e saúde: uma revisão narrativa crítica com implicações para a nutrição. Revista Foco, [s. l.], v. 19, n. 2, p. e11451, fev. 2026. Considerando a crítica à mercantilização estética expressa na canção de Beyoncé e as evidências científicas discutidas na obra de Almeida (et al., 2026), assinale a alternativa correta que indica a relação entre o modelo de negócios das plataformas digitais e os impactos na saúde do usuário:

Questão

"A beleza machuca, nós evidenciamos o que temos de pior / A cirurgia plástica não cura a alma / É a alma que precisa de cirurgia [...] Você se fotografa, o espelho diz que você não é bonita / Aspira à perfeição / Moda direcionada / No fundo, você é apenas uma imagem." BEYONCÉ. Pretty Hurts. Compositora: Sia Furler. Álbum: Beyoncé. New York: Columbia Records, 2013. (Trecho traduzido).

Fonte: ALMEIDA, T. T. de et al. Mídias sociais, imagem corporal e saúde: uma revisão narrativa crítica com implicações para a nutrição. Revista Foco, [s. l.], v. 19, n. 2, p. e11451, fev. 2026.

Considerando a crítica à mercantilização estética expressa na canção de Beyoncé e as evidências científicas discutidas na obra de Almeida (et al., 2026), assinale a alternativa correta que indica a relação entre o modelo de negócios das plataformas digitais e os impactos na saúde do usuário:

Alternativas

A
Resposta certa

Alternativa 1: A exposição contínua a conteúdos de fitspiration e rotinas de modificação corporal adoece o usuário porque a indústria estética lucra diretamente com a manutenção de um estado de insatisfação corporal crônica, transformando corpos reais em nichos de consumo.

B

Alternativa 2: O consumo de mídias sociais reduz a saúde à conquista de um padrão visual rígido, porque o modelo de negócios das plataformas digitais prioriza o bem-estar biopsicossocial do usuário em detrimento do engajamento financeiro e da publicidade.

C

Alternativa 3: As rotinas de modificação corporal expostas nas redes sociais atuam como fatores de proteção à saúde mental feminina, porque as mídias e a indústria de suplementação incentivam a aceitação de corpos reais e a diversidade biológica.

D

Alternativa 4: A busca pela perfeição estética nas mídias digitais combate quadros de distorção de autoimagem, porque a insatisfação corporal crônica é um fenômeno biológico natural que independe de estímulos visuais e interesses mercadológicos.

E

Alternativa 5: O modelo de negócios da indústria da beleza é fundamentado na democratização do autocuidado seguro, porque as plataformas digitais mitigam o consumo de procedimentos estéticos invasivos por meio de filtros que celebram a aparência real.

Explicação

Passo a passo do raciocínio

  1. Sentido da canção (crítica social): no trecho de Pretty Hurts, a letra denuncia a transformação do corpo em “imagem” e a busca incessante por “perfeição”, sugerindo que há um custo subjetivo/psíquico e que procedimentos (como cirurgia) não resolvem o sofrimento de base (“não cura a alma”). Ou seja, é uma crítica à mercantilização da aparência.

  2. Modelo de negócios das plataformas digitais: em geral, plataformas de mídia social operam com economia da atenção: maximizam tempo de uso e engajamento para vender publicidade e/ou impulsionar consumo. Conteúdos que geram comparação social, aspiração e desejo (ex.: “corpo ideal”, “fitspiration”, rotinas de transformação) tendem a reter atenção e estimular consumo (produtos, procedimentos, dietas, suplementos, cosméticos).

  3. Relação com impactos na saúde: quando o usuário é exposto continuamente a padrões idealizados (muitas vezes filtrados/curados), aumenta a probabilidade de insatisfação corporal, comparação social negativa e práticas de modificação corporal, o que pode piorar saúde mental e comportamento alimentar. Além disso, a lógica comercial se beneficia quando a pessoa permanece em estado de “falta” (sentindo-se insuficiente), porque isso move consumo.

  4. Análise das alternativas:

  • Alternativa 1: conecta corretamente (i) exposição a conteúdos do tipo fitspiration + (ii) adoecimento via insatisfação corporal crônica + (iii) incentivo mercadológico (lucro com a manutenção da insatisfação). Isso é coerente com a crítica da música e com a ideia central de que há um ecossistema de consumo associado.
  • Alternativa 2: é contraditória, pois afirma que plataformas priorizam o bem-estar biopsicossocial “em detrimento” do engajamento financeiro/publicidade — o oposto do que caracteriza o modelo de negócios típico.
  • Alternativa 3: chama tais rotinas de “fatores de proteção” e diz que mídia/suplementação incentiva aceitação e diversidade — em geral, isso não corresponde à crítica nem ao funcionamento predominante do mercado.
  • Alternativa 4: afirma que a busca estética combate distorção de autoimagem e que a insatisfação independe de estímulos visuais/mercado — incorreto, pois estímulos visuais e pressão sociocultural são fatores relevantes.
  • Alternativa 5: romantiza o setor (“democratização do autocuidado seguro”) e diz que filtros celebram aparência real e mitigam procedimentos invasivos — novamente, não condiz com a crítica do enunciado.

Portanto, a alternativa que melhor expressa a ligação entre o modelo de negócios (engajamento/consumo) e impactos na saúde (insatisfação corporal/adoecimento) é a 1.

Carregando…

Questões relacionadas

Ver últimas questões