Certas expressões populares se tornam de tal forma parte de nosso vocabulário e repertório que é como se sempre tivessem existido. Dor de cotovelo, chorar as pitangas, dar com os burros n'água, engolir um sapo ou salvo pelo gongo, tudo é dito como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo. Mas se mesmo as palavras mais corriqueiras têm uma história e sua própria árvore etimológica, naturalmente que toda e qualquer expressão popular, das mais sábias e profundas às mais bestas e sem sentido, TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO É O DEPUTADO SE PREPARANDO PARA LAVAR A ÉGUA! XAMPU Com base na leitura, analise as afirmativas. I. Na charge, a expressão "lavar a égua" não pode ser compreendida com o sentido explicado no texto. II. O texto mostra a origem escravocrata de expressões populares e atribui a alteração de sentido delas ao fim do racismo na sociedade brasileira. III. A charge é uma crítica a políticos que agem de forma antiética e se beneficiam financeiramente de obras públicas, como no caso da transposição do rio São Francisco. É correto o que se afirma somente em:
Questão
Certas expressões populares se tornam de tal forma parte de nosso vocabulário e repertório que é como se sempre tivessem existido. Dor de cotovelo, chorar as pitangas, dar com os burros n'água, engolir um sapo ou salvo pelo gongo, tudo é dito como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo. Mas se mesmo as palavras mais corriqueiras têm uma história e sua própria árvore etimológica, naturalmente que toda e qualquer expressão popular, das mais sábias e profundas às mais bestas e sem sentido,
TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO
É O DEPUTADO SE PREPARANDO PARA LAVAR A ÉGUA!
XAMPU
Com base na leitura, analise as afirmativas. I. Na charge, a expressão "lavar a égua" não pode ser compreendida com o sentido explicado no texto. II. O texto mostra a origem escravocrata de expressões populares e atribui a alteração de sentido delas ao fim do racismo na sociedade brasileira. III. A charge é uma crítica a políticos que agem de forma antiética e se beneficiam financeiramente de obras públicas, como no caso da transposição do rio São Francisco.
É correto o que se afirma somente em:
Alternativas
A) I.
B) II.
C) III.
D) I e III.
E) II e III.
Explicação
Analisando as afirmativas a partir do texto e da charge:
I. Falsa. Na charge, a frase “É o deputado se preparando para lavar a égua!” ativa exatamente o sentido figurado e popular de “lavar a égua” = tirar grande vantagem / lucrar / se dar muito bem. Ou seja, a expressão pode ser compreendida no sentido explicado em textos sobre expressões idiomáticas (ter muito sucesso, lucro, vantagem). (terra.com.br)
II. Falsa. Embora o texto sugira que algumas expressões tenham origem “sombria” (passado “sinistro”), ele não afirma (no trecho fornecido) que a origem seja necessariamente escravocrata nem que a mudança de sentido tenha ocorrido “ao fim do racismo” na sociedade brasileira (o que, além disso, seria uma formulação problemática). Essa relação causal não aparece no material apresentado.
III. Verdadeira. A charge associa a Transposição do São Francisco à ideia de político “lavando a égua”, isto é, se beneficiando/lucrando com obra pública — crítica típica a condutas antiéticas e possível aproveitamento financeiro por agentes políticos. O humor surge justamente do duplo sentido (literal x idiomático) e da denúncia implícita de vantagem indevida. (dicionariodeexpressoes.com.br)
Logo, está correto somente o que se afirma em III.