Existencialismo: Com base no texto e em seus conhecimentos sobre o existencialismo, especialmente na filosofia de Søren Kierkegaard, explique qual conceito filosófico está sendo representado na experiência de Sabina?

Questão

Com base no texto e em seus conhecimentos sobre o existencialismo, especialmente na filosofia de Søren Kierkegaard, explique qual conceito filosófico está sendo representado na experiência de Sabina?

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Na experiência de Sabina, o conceito existencialista (kierkegaardiano) mais diretamente representado é a angústia (Angest) — isto é, a sensação de vertigem e inquietação diante da liberdade de escolher e da responsabilidade por se tornar quem se é.

Explicação

Passo a passo (Kierkegaard):

  1. Para Kierkegaard, existir é escolher. O ser humano não é definido apenas por uma “essência” pronta; ele se constitui por decisões concretas (éticas, afetivas, religiosas etc.).

  2. Quando a pessoa percebe que pode escolher de modos diferentes, surge a angústia. A angústia não é simples medo de um objeto (como medo de altura, de um animal, de uma punição). Ela é um mal-estar difuso diante do “poder-ser” — a abertura de possibilidades.

  3. A angústia é a “vertigem da liberdade”. Em Kierkegaard, ela aparece quando o indivíduo se vê diante da possibilidade real de agir de outro modo (inclusive errar, falhar, pecar, romper com expectativas), sentindo ao mesmo tempo atração e repulsa por essas possibilidades.

  4. Se Sabina vive um conflito interno, indecisão profunda, sensação de vazio/inquietação ao encarar um caminho de vida (e não apenas um perigo externo), isso expressa angústia existencial. É o sinal de que ela se percebe livre e responsável por sua escolha, e que não há garantia objetiva que elimine o risco do existir.

  5. Conceitos próximos que podem aparecer junto, mas são secundários:

    • Desespero (como não conseguir ser si mesma, ou recusar a própria condição), se a experiência de Sabina envolver ruptura com o próprio “eu” e fuga de si.
    • Salto de fé, se o texto mostrar que ela precisa decidir sem provas definitivas, assumindo a escolha de modo apaixonado.

Pelo recorte pedido (“existencialismo” e ‘especialmente Kierkegaard’), a leitura mais típica e central é a angústia como experiência da liberdade e da responsabilidade da escolha.

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