A ferrugem asiática, causada por Phakopsora pachyrhizi, é uma das doenças mais importantes da soja brasileira. Soares et al. (2023) destacam a necessidade de identificação e manejo integrado das doenças da cultura. O fungo possui elevada capacidade de dispersão e pode provocar desfolha precoce e perdas expressivas quando encontra ambiente favorável e hospedeiros susceptíveis. O manejo regional utiliza medidas como vazio sanitário, cultivares com maior resistência ou tolerância, monitoramento e fungicidas posicionados de forma preventiva conforme risco e recomendação técnica. A repetição de ingredientes ativos com o mesmo mecanismo de ação aumenta a pressão de seleção e pode reduzir a eficiência de controle ao longo do tempo. Com base nessas informações e nos conteúdos estudados, qual alternativa apresenta corretamente um programa de manejo para reduzir o risco de ferrugem asiática?
Questão
A ferrugem asiática, causada por Phakopsora pachyrhizi, é uma das doenças mais importantes da soja brasileira. Soares et al. (2023) destacam a necessidade de identificação e manejo integrado das doenças da cultura. O fungo possui elevada capacidade de dispersão e pode provocar desfolha precoce e perdas expressivas quando encontra ambiente favorável e hospedeiros susceptíveis. O manejo regional utiliza medidas como vazio sanitário, cultivares com maior resistência ou tolerância, monitoramento e fungicidas posicionados de forma preventiva conforme risco e recomendação técnica. A repetição de ingredientes ativos com o mesmo mecanismo de ação aumenta a pressão de seleção e pode reduzir a eficiência de controle ao longo do tempo.
Com base nessas informações e nos conteúdos estudados, qual alternativa apresenta corretamente um programa de manejo para reduzir o risco de ferrugem asiática?
Alternativas
A) Integrar vazio sanitário, monitoramento, genética adequada e fungicidas bem posicionados, diversificando mecanismos de ação para reduzir a pressão de seleção.
B) Manter plantas voluntárias durante a entressafra para antecipar a detecção do fungo e iniciar o controle químico antes da semeadura.
C) Concentrar o controle em aplicações curativas depois da desfolha, pois a ferrugem apresenta baixa velocidade de progressão na fase inicial.
D) Repetir o fungicida de maior eficiência em todas as aplicações para aumentar a pressão sobre o patógeno e impedir variação populacional.
Explicação
Para reduzir o risco de ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) o manejo recomendado é integrado (MID), combinando medidas culturais, genéticas e químicas, com prevenção e redução da pressão de seleção (evitar repetir sempre o mesmo mecanismo de ação de fungicidas).
Analisando as alternativas:
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A) Correta. Reúne os pilares citados no enunciado e na prática de manejo regional: vazio sanitário (reduz inóculo ao eliminar a “ponte verde”), monitoramento (decisão baseada em risco), cultivares com maior resistência/tolerância (reduz severidade e atraso da epidemia) e fungicidas preventivos/bem posicionados. Além disso, explicita o ponto-chave: diversificar mecanismos de ação (rotação/misturas e programas que evitem repetição) para reduzir pressão de seleção e diminuir risco de perda de eficiência por resistência.
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B) Incorreta. Manter plantas voluntárias na entressafra é o oposto do recomendado: elas funcionam como hospedeiro “ponte” que mantém o patógeno e aumenta o risco regional; por isso se usa vazio sanitário e eliminação de tigueras/voluntárias.
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C) Incorreta. O manejo não deve ser centrado em aplicações curativas após desfolha. A ferrugem pode evoluir rapidamente quando o ambiente é favorável, e o controle eficaz depende de posicionamento preventivo/antecipado, não “depois do dano”.
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D) Incorreta. Repetir o mesmo fungicida em todas as aplicações aumenta a pressão de seleção e favorece resistência, reduzindo a eficiência com o tempo — exatamente o que o enunciado alerta.
Assim, o programa correto é o que integra medidas e diversifica mecanismos de ação em fungicidas.