Uma empresa agrícola que atua em diferentes estados brasileiros produz soja em grandes áreas e comercializa parte da produção para mercados internacionais. Nos últimos anos, a organização passou a enfrentar desafios associados à variabilidade climática, especialmente em safras marcadas por períodos de estiagem durante fases críticas do desenvolvimento das plantas. Embora a produtividade média permanecesse competitiva, os gestores observaram elevada instabilidade entre as safras, dificultando o planejamento financeiro e a previsibilidade da produção. Com o objetivo de reduzir riscos produtivos, a empresa iniciou um programa de inovação tecnológica envolvendo melhoramento genético, uso de biosinsumos, monitoramento climático e adoção de práticas conservacionistas. Durante a elaboração desse programa, os agrônomos destacaram que a sustentabilidade dos sistemas produtivos depende não apenas da ampliação da produtividade, mas também da capacidade das plantas de suportar condições adversas sem apresentar perdas significativas de rendimentos. As equipes técnicas passaram então a avaliar diferentes alternativas para aumentar a resiliência da cultura da soja. Algumas estratégias estavam relacionadas ao manejo do solo e da água. Outras envolveram o uso de cultivares geneticamente modificadas capazes de tolerar melhor condições de deficiência hídrica. Em uma reunião técnica, os pesquisadores apresentaram uma tecnologia desenvolvida originariamente a partir de estudos envolvendo outra espécie vegetal, cujos mecanismos fisiológicos de tolerância ao estresse hídrico foram incorporados à soja por meio da biotecnologia. Segundo os especialistas, essa tecnologia permite que as plantas mantenham determinados processos fisiológicos ativos por mais tempo durante períodos de escassez de água, reduzindo os impactos negativos da estiagem sobre o desenvolvimento e a produtividade. Os estudos apresentados indicaram ganhos produtivos quando comparados a cultivares convencionais submetidas a condições semelhantes de déficit hídrico. Ao final das discussões, os gestores concluíram que a adoção dessa tecnologia poderia representar uma importante estratégia de adaptação frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela crescente irregularidade na distribuição das chuvas observadas em diversas regiões produtoras. Nesse contexto, a tecnologia biotecnológica desenvolvida para aumentar a tolerância da soja ao estresse hídrico corresponde à
Questão
Uma empresa agrícola que atua em diferentes estados brasileiros produz soja em grandes áreas e comercializa parte da produção para mercados internacionais. Nos últimos anos, a organização passou a enfrentar desafios associados à variabilidade climática, especialmente em safras marcadas por períodos de estiagem durante fases críticas do desenvolvimento das plantas. Embora a produtividade média permanecesse competitiva, os gestores observaram elevada instabilidade entre as safras, dificultando o planejamento financeiro e a previsibilidade da produção. Com o objetivo de reduzir riscos produtivos, a empresa iniciou um programa de inovação tecnológica envolvendo melhoramento genético, uso de biosinsumos, monitoramento climático e adoção de práticas conservacionistas. Durante a elaboração desse programa, os agrônomos destacaram que a sustentabilidade dos sistemas produtivos depende não apenas da ampliação da produtividade, mas também da capacidade das plantas de suportar condições adversas sem apresentar perdas significativas de rendimentos. As equipes técnicas passaram então a avaliar diferentes alternativas para aumentar a resiliência da cultura da soja. Algumas estratégias estavam relacionadas ao manejo do solo e da água. Outras envolveram o uso de cultivares geneticamente modificadas capazes de tolerar melhor condições de deficiência hídrica. Em uma reunião técnica, os pesquisadores apresentaram uma tecnologia desenvolvida originariamente a partir de estudos envolvendo outra espécie vegetal, cujos mecanismos fisiológicos de tolerância ao estresse hídrico foram incorporados à soja por meio da biotecnologia. Segundo os especialistas, essa tecnologia permite que as plantas mantenham determinados processos fisiológicos ativos por mais tempo durante períodos de escassez de água, reduzindo os impactos negativos da estiagem sobre o desenvolvimento e a produtividade. Os estudos apresentados indicaram ganhos produtivos quando comparados a cultivares convencionais submetidas a condições semelhantes de déficit hídrico. Ao final das discussões, os gestores concluíram que a adoção dessa tecnologia poderia representar uma importante estratégia de adaptação frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela crescente irregularidade na distribuição das chuvas observadas em diversas regiões produtoras.
Nesse contexto, a tecnologia biotecnológica desenvolvida para aumentar a tolerância da soja ao estresse hídrico corresponde à
Alternativas
A) soja Intacta RR2 PRO®, desenvolvida exclusivamente para resistência a lagartas e sem relação com o estresse hídrico
B) soja Inox®, desenvolvida para induzir reação de hipersensibilidade à ferrugem asiática
C) soja RR, cuja principal característica é a tolerância ao herbicida glifosato
D) soja HB4, desenvolvida para aumentar a tolerância da cultura a períodos de déficit hídrico
Explicação
O enunciado descreve uma tecnologia transgênica voltada à tolerância ao estresse hídrico (seca/deficiência hídrica), originada de estudos com outra espécie vegetal, cujos mecanismos fisiológicos foram incorporados à soja por biotecnologia, permitindo manter processos fisiológicos ativos por mais tempo sob escassez de água e resultando em ganhos produtivos em condições de déficit hídrico.
Entre as alternativas:
- A) Intacta RR2 PRO® está associada principalmente à proteção contra lagartas (Bt) e também costuma envolver tolerância a herbicidas, mas não é uma tecnologia desenhada especificamente para tolerância à seca.
- B) “Inox®” e a descrição de hipersensibilidade à ferrugem asiática não correspondem à tecnologia de tolerância ao déficit hídrico apresentada no texto.
- C) Soja RR tem como característica central a tolerância ao glifosato, não à seca.
- D) A soja HB4 é justamente a tecnologia desenvolvida para aumentar a tolerância a períodos de déficit hídrico, alinhando-se diretamente ao contexto descrito.