No planejamento do manejo de pragas agrícolas, é essencial compreender o ciclo de vida dos insetos, pois diferentes estágios apresentam distintas vulnerabilidades e causam diferentes níveis de dano às culturas. Em lavouras de milho e soja, por exemplo, muitas pragas pertencem à ordem Lepidoptera, apresentando metamorfose completa (holometabolia), com fases de ovo, larva, pupa e adulto. Nesse contexto, a fase larval é frequentemente responsável pelos maiores danos econômicos, uma vez que está associada à alimentação ativa e intensa. Durante este estágio, insetos como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) podem consumir grandes quantidades de tecido vegetal, afetando diretamente o rendimento da cultura. Por outro lado, as fases de pupa e adulto podem estar mais relacionadas à dispersão e reprodução da população. A compreensão desse ciclo permite ao engenheiro agrônomo selecionar estratégias mais eficazes de controle, direcionando medidas para os momentos mais críticos. Além disso, o conhecimento sobre o número de gerações por ano (voltinismo) e a sincronização do ciclo com fatores ambientais, como temperatura e disponibilidade de alimento, possibilita a previsão de surtos populacionais e a implementação antecipada de medidas de manejo. O crescimento descontínuo dos insetos, associado à muda (ecdise), também influencia a dinâmica populacional, pois regula o desenvolvimento e a capacidade de adaptação das espécies a diferentes ambientes agrícolas. No manejo de pragas agrícolas, a compreensão do ciclo de vida dos insetos é importante porque

Questão

No planejamento do manejo de pragas agrícolas, é essencial compreender o ciclo de vida dos insetos, pois diferentes estágios apresentam distintas vulnerabilidades e causam diferentes níveis de dano às culturas. Em lavouras de milho e soja, por exemplo, muitas pragas pertencem à ordem Lepidoptera, apresentando metamorfose completa (holometabolia), com fases de ovo, larva, pupa e adulto. Nesse contexto, a fase larval é frequentemente responsável pelos maiores danos econômicos, uma vez que está associada à alimentação ativa e intensa. Durante este estágio, insetos como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) podem consumir grandes quantidades de tecido vegetal, afetando diretamente o rendimento da cultura. Por outro lado, as fases de pupa e adulto podem estar mais relacionadas à dispersão e reprodução da população. A compreensão desse ciclo permite ao engenheiro agrônomo selecionar estratégias mais eficazes de controle, direcionando medidas para os momentos mais críticos. Além disso, o conhecimento sobre o número de gerações por ano (voltinismo) e a sincronização do ciclo com fatores ambientais, como temperatura e disponibilidade de alimento, possibilita a previsão de surtos populacionais e a implementação antecipada de medidas de manejo. O crescimento descontínuo dos insetos, associado à muda (ecdise), também influencia a dinâmica populacional, pois regula o desenvolvimento e a capacidade de adaptação das espécies a diferentes ambientes agrícolas.

No manejo de pragas agrícolas, a compreensão do ciclo de vida dos insetos é importante porque

Alternativas

A) permite identificar os estágios mais vulneráveis e causadores de danos nas culturas

96%

B) indica que todas as fases do inseto causam o mesmo tipo de prejuízo

C) elimina a necessidade de monitoramento populacional

D) demonstra que o controle deve ser aplicado apenas na fase adulta

Explicação

A questão descreve insetos holometábolos (Lepidoptera) com fases ovo → larva → pupa → adulto e destaca que a fase larval costuma causar os maiores danos econômicos por ser a fase de alimentação intensa (ex.: lagarta-do-cartucho). Assim, entender o ciclo de vida permite:

  1. Reconhecer quais estágios causam mais dano (frequentemente larvas em pragas desfolhadoras/perfuradoras);
  2. Identificar janelas de maior vulnerabilidade ao controle (por exemplo, estágios iniciais antes do dano se intensificar);
  3. Planejar o manejo considerando gerações/ano (voltinismo) e fatores ambientais para antecipar surtos.

Analisando as alternativas:

  • A está correta: é exatamente o motivo central apontado no texto.
  • B está errada: o texto afirma que os estágios têm vulnerabilidades e danos diferentes.
  • C está errada: o texto reforça a importância de prever surtos e agir no momento crítico, o que depende de monitoramento.
  • D está errada: o controle não deve ser aplicado apenas no adulto, já que a fase larval é a principal causadora de danos.

Alternativa correta: (A).

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