Na realidade social brasileira a retórica de que a meritocracia é um mecanismo importante da igualdade formal nas contratações públicas e privadas choca-se, lamentavelmente, com um elemento do nosso ethos, o qual podemos identificá-lo como:
Questão
Na realidade social brasileira a retórica de que a meritocracia é um mecanismo importante da igualdade formal nas contratações públicas e privadas choca-se, lamentavelmente, com um elemento do nosso ethos, o qual podemos identificá-lo como:
Alternativas
Trata-se do elemento da indicocracia que conjugado com outros elementos da nossa formação política, social e econômica, como o jeitinho, a pessoalidade e o mandonismo afastam sobremaneira o mecanismo meritocrático.
Trata-se do elemento da impessoalidade, que conjugado com outros elementos da nossa formação política, social e econômica afastam sobremaneira o mecanismo meritocrático.
Trata-se do elemento do republicanismo tão presente em nossa cultura institucional.
Nenhuma das alternativas.
Explicação
A questão afirma que, no Brasil, o discurso de meritocracia (isto é, seleção por mérito, desempenho e critérios objetivos) entra em choque com um traço do nosso ethos (modo cultural de agir), especialmente nas contratações públicas e privadas.
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Meritocracia pressupõe regras impessoais: critérios universais, avaliação técnica, concorrência e igualdade formal de oportunidades.
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O enunciado sugere o oposto: um elemento cultural que desvia a contratação do mérito para a lógica de relações pessoais e favorecimentos.
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Entre as alternativas, o conceito que expressa isso é indicocracia (prevalência de indicações, apadrinhamento, “QI = quem indica”), reforçada por práticas como jeitinho, pessoalidade e mandonismo, todas incompatíveis com a seleção estritamente meritocrática.
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As demais opções não se encaixam:
- Impessoalidade é justamente um princípio que favorece a meritocracia, não que a afasta.
- Republicanismo (ideal de coisa pública, impessoalidade, virtude cívica) também não explica o choque; seria o contrário.
- Portanto, não é o caso de “nenhuma”.
Alternativa correta: (A).