A oportunidade da informação em vigilância é determinante para prevenir desfechos graves e transmissão secundária. Considerando a priorização de intervenções para reduzir risco de casos secundários, assinale o indicador que dever ser priorizado para gestão e monitoramento.

Questão

A oportunidade da informação em vigilância é determinante para prevenir desfechos graves e transmissão secundária.

Considerando a priorização de intervenções para reduzir risco de casos secundários, assinale o indicador que dever ser priorizado para gestão e monitoramento.

Alternativas

Resposta certa

A) Tempo entre a notificação e a primeira ação de campo, monitorado em horas.

B) Tempo entre o início dos sintomas e a notificação no sistema, monitorado em dias.

C) Proporção de fichas com campos obrigatórios completos ao final do encerramento.

D) Proporção de casos encerrados em até 60 dias após a notificação.

E) Proporção de casos com cultura realizada e resultado disponível no laboratório de referência.

Explicação

Para reduzir risco de casos secundários, o ponto crítico é interromper rapidamente a cadeia de transmissão após a identificação de um caso suspeito/confirmado. Isso depende da oportunidade das ações de campo (investigação, busca de contatos, orientação/isolamento, quimioprofilaxia/vacinação quando indicada, coleta de amostras no território etc.).

Passo a passo:

  1. O enunciado pede priorizar intervenções para reduzir risco de transmissão secundária. Logo, devemos escolher um indicador diretamente ligado à velocidade de resposta operacional.
  2. Entre os indicadores apresentados, o que mais se aproxima do momento em que a vigilância consegue agir para prevenir novas infecções é o intervalo entre a notificação e a execução da primeira intervenção no território.
  3. Indicadores como “tempo do início dos sintomas até notificação” (B) são importantes para avaliar sensibilidade/atraso de detecção, mas não medem diretamente a rapidez da resposta após o caso entrar no radar; já “completude de ficha” (C) e “encerramento em 60 dias” (D) são mais voltados à qualidade administrativa/fechamento do caso; e “cultura e resultado no laboratório” (E) é específico e nem sempre determinante para a prevenção imediata de secundários.

Assim, o indicador que deve ser priorizado para gestão e monitoramento, com foco em prevenir transmissão secundária, é aquele que mede a rapidez da ação de campo após a notificação, idealmente em horas.

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