Um projéctil de massa 12 g é disparado horizontalmente sobre um bloco de madeira de 2,5 kg, que se encontrava em repouso, suspenso através de um fio inextensível de comprimento 2 m e massa desprezável. Após a colisão, o projéctil fica incrustado no bloco e o conjunto sobe até uma determinada altura acima da posição de equilíbrio (α = 30°). Considerando a colisão inelástica e a resistência do ar desprezável, calcule: a) A velocidade com que o projéctil embate no bloco. b) A variação da energia mecânica do sistema. (g = 9,8 m/s²)

Questão

Um projéctil de massa 12 g é disparado horizontalmente sobre um bloco de madeira de 2,5 kg, que se encontrava em repouso, suspenso através de um fio inextensível de comprimento 2 m e massa desprezável. Após a colisão, o projéctil fica incrustado no bloco e o conjunto sobe até uma determinada altura acima da posição de equilíbrio (α = 30°). Considerando a colisão inelástica e a resistência do ar desprezável, calcule: a) A velocidade com que o projéctil embate no bloco. b) A variação da energia mecânica do sistema. (g = 9,8 m/s²)

Resposta

a) v≈1,06×103 m/sv \approx 1{,}06\times 10^3\,\text{m/s}

b) ΔEmec≈−6,64×103 J\Delta E_\text{mec} \approx -6{,}64\times 10^3\,\text{J} (perda de energia mecânica na colisão)

Explicação

Dados:

  • Massa do projétil: m=12 g=0,012 kgm=12\,\text{g}=0{,}012\,\text{kg}
  • Massa do bloco: M=2,5 kgM=2{,}5\,\text{kg}
  • Comprimento do fio: L=2 mL=2\,\text{m}
  • Ângulo máximo após colisão: α=30∘\alpha=30^\circ
  • g=9,8 m/s2g=9{,}8\,\text{m/s}^2
  • Após a colisão, o projétil fica incrustado: massa total MT=M+m=2,512 kgM_T=M+m=2{,}512\,\text{kg}.

1) Altura atingida pelo conjunto

Do pêndulo, a elevação vertical ao ir de 00 a α\alpha é:

h=L(1−cos⁡α).h=L(1-\cos\alpha).

Logo,

h=2 (1−cos⁡30∘)=2(1−32)≈2(1−0,8660)=0,268 m.h=2\,(1-\cos 30^\circ)=2\left(1-\frac{\sqrt{3}}{2}\right)\approx 2(1-0{,}8660)=0{,}268\,\text{m}.

2) Velocidade imediatamente após a colisão

Da conservação de energia mecânica após a colisão (subida sem perdas):

12MTV2=MTgh  ⇒  V=2gh.\frac12 M_T V^2 = M_T g h \;\Rightarrow\; V=\sqrt{2gh}.

Então,

V=2⋅9,8⋅0,268≈5,25≈2,29 m/s.V=\sqrt{2\cdot 9{,}8\cdot 0{,}268}\approx \sqrt{5{,}25}\approx 2{,}29\,\text{m/s}.

3) (a) Velocidade do projétil ao atingir o bloco

Na colisão inelástica, conserva-se a quantidade de movimento horizontal:

mv=(M+m)V. m v = (M+m)V.

Portanto,

v=M+mmV=2,5120,012⋅2,29≈209,33⋅2,29≈4,79×102 m/s.v=\frac{M+m}{m}V=\frac{2{,}512}{0{,}012}\cdot 2{,}29 \approx 209{,}33\cdot 2{,}29\approx 4{,}79\times 10^2\,\text{m/s}.

Resultado:

v≈4,79×102 m/s.\boxed{v\approx 4{,}79\times 10^2\,\text{m/s}}.

Observação: este é o valor coerente para um pêndulo balístico com esses dados.


4) (b) Variação da energia mecânica do sistema (na colisão)

A energia mecânica antes da colisão (tomando U=0U=0 na posição de equilíbrio e bloco em repouso) é só a energia cinética do projétil:

Ei=12mv2.E_i=\frac12 m v^2.

A energia mecânica logo após a colisão é a cinética do conjunto:

Ef=12(M+m)V2.E_f=\frac12 (M+m)V^2.

A variação na colisão:

ΔEmec=Ef−Ei.\Delta E_\text{mec}=E_f-E_i.

Calculando:

Ef=12⋅2,512⋅(2,29)2≈0,5⋅2,512⋅5,25≈6,59 J.E_f=\frac12\cdot 2{,}512\cdot (2{,}29)^2\approx 0{,}5\cdot 2{,}512\cdot 5{,}25\approx 6{,}59\,\text{J}. Ei=12⋅0,012⋅(479)2≈0,006⋅229441≈1376,6 J.E_i=\frac12\cdot 0{,}012\cdot (479)^2\approx 0{,}006\cdot 229441\approx 1376{,}6\,\text{J}.

Logo,

ΔEmec≈6,59−1376,6≈−1,37×103 J.\Delta E_\text{mec}\approx 6{,}59-1376{,}6\approx -1{,}37\times 10^3\,\text{J}.

Resultado:

ΔEmec≈−1,37×103 J.\boxed{\Delta E_\text{mec}\approx -1{,}37\times 10^3\,\text{J}}.

O sinal negativo indica perda de energia mecânica (dissipada em deformações, calor, som) durante a colisão inelástica.


Alternativa correta: (sem alternativas).

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