a) Reescreva o texto, adequando-o à norma-padrão da língua portuguesa. Dizem que Fernando Pessoa não gostava de cinema. A tese é defendida através de cartas e textos aonde o poeta português trata os filmes com desdém. No entanto, uma observação mais atenta apresentou outra faceta do artista, mais plural até do que os heterônimos sugere: se não há dúvida de que ele realmente era crítico à obras hollywoodianas, não se pode mais dizer que não tinha envolvimento com o cinema. CAMELO, Thiago. Sobre Cultura. Ciência Hoje, set. de 2012. b) Justifique as alterações realizadas no item A.

Questão

a) Reescreva o texto, adequando-o à norma-padrão da língua portuguesa. Dizem que Fernando Pessoa não gostava de cinema. A tese é defendida através de cartas e textos aonde o poeta português trata os filmes com desdém. No entanto, uma observação mais atenta apresentou outra faceta do artista, mais plural até do que os heterônimos sugere: se não há dúvida de que ele realmente era crítico à obras hollywoodianas, não se pode mais dizer que não tinha envolvimento com o cinema. CAMELO, Thiago. Sobre Cultura. Ciência Hoje, set. de 2012.

b) Justifique as alterações realizadas no item A.

Resposta

92%

a) Reescrita adequada à norma-padrão

Dizem que Fernando Pessoa não gostava de cinema. A tese é defendida por cartas e textos nos quais o poeta português trata os filmes com desdém. No entanto, uma observação mais atenta revelou outra faceta do artista, mais plural até do que os heterônimos sugerem: embora não haja dúvida de que ele realmente era crítico às obras hollywoodianas, não se pode mais dizer que não tinha envolvimento com o cinema.

b) Justificativa das alterações

  1. “através de” → “por”: na norma-padrão, “através de” tende a ser empregado com sentido literal de passagem (“passar através de”); para indicar meio/veículo (“com base em”, “por meio de”), a forma mais adequada é “por”/“por meio de”.

  2. “aonde” → “nos quais”: “aonde” é usado com verbos que indicam movimento e equivale a “para onde”. No trecho, não há ideia de deslocamento; trata-se de referência a “cartas e textos”. Assim, usa-se pronome relativo adequado: “em que / nos quais”.

  3. “apresentou” → “revelou”: a construção “uma observação apresentou” é pouco adequada, pois “observação” não funciona bem como agente de “apresentar” nesse contexto. “Revelou” ajusta a seleção verbal e melhora a correção/clareza.

  4. Concordância verbal: “os heterônimos sugere” → “os heterônimos sugerem”: o sujeito está no plural (“os heterônimos”), logo o verbo deve ir para o plural (“sugerem”).

  5. Crase: “crítico à obras” → “crítico às obras”: o adjetivo “crítico” rege preposição a (“crítico a algo”), e “obras” vem com artigo definido as. Logo, ocorre a fusão: a + as = às.

  6. Ajustes de coesão (ex.: “se não há dúvida” → “embora não haja dúvida”): a troca mantém o sentido e melhora a articulação lógica entre as ideias (concessão), deixando o período mais consistente na norma-padrão.

Alternativa correta: (sem alternativas).

Explicação

O item (a) exige reescrita na norma-padrão: foram corrigidos emprego de conectivos, pronome relativo (“aonde”), concordância verbal, regência e crase, além de pequenos ajustes de coesão e escolha verbal para maior adequação.

No item (b), justificam-se as mudanças com base em regras gramaticais: (i) uso de “através de” x “por”, (ii) “aonde” apenas com ideia de movimento, (iii) concordância verbo–sujeito, (iv) crase por regência + artigo e (v) coesão por conectivo concessivo.

Alternativa correta: (sem alternativas).

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