Quando consideramos as vulnerabilidades nos transtornos do neurodesenvolvimento, podemos afirmar que elas:
Questão
Quando consideramos as vulnerabilidades nos transtornos do neurodesenvolvimento, podemos afirmar que elas:
Alternativas
A) se apresentam apenas na infância e permanecem fixas durante toda a fase adulta.
B) apresentam uma causa central, quase sempre com base na disfunção familiar.
C) se apresentam durante a adolescência e podem evoluir com o tempo.
D) são múltiplas e podem evoluir com o tempo.
E) são múltiplas e permanecem fixas de acordo com a deficiência.
Explicação
Nos transtornos do neurodesenvolvimento (como TEA, TDAH, deficiência intelectual, transtornos da comunicação, entre outros), as vulnerabilidades (biológicas, cognitivas, emocionais e ambientais) não se explicam por um único fator e não são estáticas.
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São múltiplas (multifatoriais): envolvem interação entre predisposições genéticas/biológicas, condições pré-natais e perinatais, fatores ambientais, comorbidades clínicas e psiquiátricas, além de influências contextuais (família, escola, suporte, intervenções).
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Podem evoluir com o tempo: a apresentação clínica e o impacto funcional podem mudar ao longo do desenvolvimento (infância → adolescência → vida adulta), variando conforme demandas do ambiente, acesso a intervenções, aprendizagem, plasticidade, estratégias compensatórias e surgimento/controle de comorbidades. Assim, dificuldades podem atenuar, se reorganizar ou, em certos contextos, se intensificar.
Analisando as alternativas:
- A é falsa: não ocorre “apenas na infância” nem permanece fixa na vida adulta.
- B é falsa: não há “causa central” e não se reduz a disfunção familiar.
- C é falsa: não surge apenas na adolescência (tipicamente inicia no período do desenvolvimento, geralmente na infância).
- E é falsa: embora existam condições persistentes, vulnerabilidades e funcionalidade não ficam necessariamente fixas “de acordo com a deficiência”; elas podem mudar com suporte e desenvolvimento.