Uma universidade, em parceria com órgãos de pesquisa e assistência técnica, iniciou um projeto para avaliar os impactos das mudanças ambientais sobre o desempenho fisiológico de espécies cultivadas e nativas. O estudo foi desenvolvido em diferentes regiões climáticas e buscava compreender como as plantas ajustam seu metabolismo diante de condições adversas, especialmente aquelas relacionadas à disponibilidade de água. Para isso, foram selecionadas espécies pertencentes a diferentes grupos taxonômicos e com distintas estratégias adaptativas. Ao longo de dois anos, os pesquisadores monitoraram parâmetros como crescimento, área foliar, atividade fotossintética, comportamento estomático, acúmulo de biomassa e produção reprodutiva. Também foram realizadas análises anatômicas e fisiológicas relacionadas aos mecanismos de tolerância e adaptação ao estresse hídrico. Os resultados mostraram que algumas espécies conseguiram manter suas funções fisiológicas mesmo sob condições severas de déficit hídrico. Essas plantas apresentavam mecanismos que permitiam conservar água, proteger tecidos metabolicamente ativos e manter o funcionamento celular por períodos prolongados. Em determinados casos, observou-se mudança na concentração de solutos celulares, contribuindo para a manutenção do turgor mesmo quando a disponibilidade de água no ambiente era extremamente reduzida. Durante um semestre, os pesquisadores discutiram diferentes estratégias adaptativas descritas na literatura especializada. Algumas estavam relacionadas à fuga da seca por aceleração do ciclo de vida; outras envolviam mecanismos de prevenção à perda de água, como crescimento radicular e fechamento estomático. Entretanto, um dos grupos destacou uma estratégia considerada mais extrema, caracterizada pela manutenção das atividades fisiológicas mesmo diante de uma desidratação acentuada dos tecidos. Com base nos mecanismos fisiológicos de adaptação das plantas ao déficit hídrico, a estratégia descrita no estudo corresponde ao mecanismo de

Questão

Uma universidade, em parceria com órgãos de pesquisa e assistência técnica, iniciou um projeto para avaliar os impactos das mudanças ambientais sobre o desempenho fisiológico de espécies cultivadas e nativas. O estudo foi desenvolvido em diferentes regiões climáticas e buscava compreender como as plantas ajustam seu metabolismo diante de condições adversas, especialmente aquelas relacionadas à disponibilidade de água. Para isso, foram selecionadas espécies pertencentes a diferentes grupos taxonômicos e com distintas estratégias adaptativas. Ao longo de dois anos, os pesquisadores monitoraram parâmetros como crescimento, área foliar, atividade fotossintética, comportamento estomático, acúmulo de biomassa e produção reprodutiva. Também foram realizadas análises anatômicas e fisiológicas relacionadas aos mecanismos de tolerância e adaptação ao estresse hídrico. Os resultados mostraram que algumas espécies conseguiram manter suas funções fisiológicas mesmo sob condições severas de déficit hídrico. Essas plantas apresentavam mecanismos que permitiam conservar água, proteger tecidos metabolicamente ativos e manter o funcionamento celular por períodos prolongados. Em determinados casos, observou-se mudança na concentração de solutos celulares, contribuindo para a manutenção do turgor mesmo quando a disponibilidade de água no ambiente era extremamente reduzida. Durante um semestre, os pesquisadores discutiram diferentes estratégias adaptativas descritas na literatura especializada. Algumas estavam relacionadas à fuga da seca por aceleração do ciclo de vida; outras envolviam mecanismos de prevenção à perda de água, como crescimento radicular e fechamento estomático. Entretanto, um dos grupos destacou uma estratégia considerada mais extrema, caracterizada pela manutenção das atividades fisiológicas mesmo diante de uma desidratação acentuada dos tecidos.

Com base nos mecanismos fisiológicos de adaptação das plantas ao déficit hídrico, a estratégia descrita no estudo corresponde ao mecanismo de

Alternativas

A) tolerância à desidratação, com manutenção da atividade fisiológica mesmo sob reduzido conteúdo de água

96%

B) fototropismo positivo, direcionando o crescimento para áreas mais iluminadas

C) dominância apical, aumentando a produção de ramos laterais durante a seca

D) diferenciação vascular, promovendo exclusivamente o aumento no número de vasos condutores

Explicação

A questão descreve plantas que mantêm atividades fisiológicas mesmo com forte desidratação dos tecidos, o que é apontado como uma estratégia “mais extrema”.

Em ecofisiologia vegetal, as principais estratégias frente ao déficit hídrico incluem:

  1. Fuga da seca: completar o ciclo de vida rapidamente (aceleração fenológica).
  2. Evitação/Prevenção da dessecação: reduzir perda de água e/ou aumentar captação (fechamento estomático, crescimento radicular, redução de área foliar etc.), mantendo o conteúdo hídrico relativamente mais alto.
  3. Tolerância à desidratação: suportar baixo conteúdo de água nos tecidos e ainda assim manter funcionamento celular por certo tempo, via proteção de membranas/proteínas, manutenção de tecidos metabolicamente ativos e, em alguns casos, ajuste osmótico (mudança na concentração de solutos para ajudar a manter turgor).

Como o enunciado afirma explicitamente a manutenção das funções fisiológicas mesmo com desidratação acentuada (baixo conteúdo de água no tecido), isso caracteriza tolerância à desidratação (e não fototropismo, dominância apical ou diferenciação vascular).

Alternativa correta: (A).

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