Literatura: Oh, I like my boys playing hard to get / And I like my men all incompetent / And I swear they choose me, I'm not choosing them / Amen / Hey, men. (Oh, eu gosto que meus garotos se façam de difíceis / E eu gosto dos meus homens todos incompetentes / E eu juro que eles me escolhem, eu não estou escolhendo eles / Amém / Ei, homens.) (CARPENTER, Sabrina. Manchild, 2024. Fragmento). Marília formosa, / Que ao Deus conhecia, / Oculta espreitava / Quanto ele fazia. / Mal julga que dorme / Se chega contente, / As armas lhe furta, / E o Deus a não sente. / (...) / Acorda Cupido, / E a causa sabendo, / A quantos o insultam / Responde, dizendo: / 'Temeis as setas / Nas minhas mãos cruas! / Vereis o que podem / Agora nas suas.' (GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu, 1792. Fragmento). O Arcadismo (século XVIII) e a cultura pop atual (século XXI) apresentam visões distintas sobre as relações afetivas e o papel da mulher. Enquanto o Texto II utiliza a mitologia clássica para construir a figura de Marília, o Texto I adota uma postura irônica sobre a masculinidade e a escolha amorosa. Comparando as duas produções, a oposição entre o imaginário árcade e o contemporâneo reside no fato de que:
Oh, I like my boys playing hard to get / And I like my men all incompetent / And I swear they choose me, I'm not choosing them / Amen / Hey, men. (Oh, eu gosto que meus garotos se façam de difíceis / E eu gosto dos meus homens todos incompetentes / E eu juro que eles me escolhem, eu não estou escolhendo eles / Amém / Ei, homens.) (CARPENTER, Sabrina. Manchild, 2024. Fragmento).
Marília formosa, / Que ao Deus conhecia, / Oculta espreitava / Quanto ele fazia. / Mal julga que dorme / Se chega contente, / As armas lhe furta, / E o Deus a não sente. / (...) / Acorda Cupido, / E a causa sabendo, / A quantos o insultam / Responde, dizendo: / 'Temeis as setas / Nas minhas mãos cruas! / Vereis o que podem / Agora nas suas.' (GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu, 1792. Fragmento).
O Arcadismo (século XVIII) e a cultura pop atual (século XXI) apresentam visões distintas sobre as relações afetivas e o papel da mulher. Enquanto o Texto II utiliza a mitologia clássica para construir a figura de Marília, o Texto I adota uma postura irônica sobre a masculinidade e a escolha amorosa. Comparando as duas produções, a oposição entre o imaginário árcade e o contemporâneo reside no fato de que:
A) O Arcadismo busca a "áurea mediocritas" (equilíbrio) através de uma natureza idealizada onde a mulher é uma musa passiva, enquanto o Texto I reflete a dinâmica de poder urbana e capitalista, em que a mulher assume uma posição de superioridade crítica e sarcástica.
B) ambos os textos reafirmam o bucolismo como refúgio emocional, embora o Texto I substitua o "locus amoenus" (lugar ameno) pelo ambiente de luxo e ostentação das metrópoles globais.
C) o Texto II desumaniza a figura feminina ao colocá-la em um pedestal de perfeição divina e intocável, ao passo que o Texto I a liberta para exercer uma autonomia que ignora completamente a existência do outro.
D) a representação da mulher no Arcadismo é marcada pelo realismo psicológico, enquanto na cultura pop atual a mulher é representada de forma alegórica, funcionando apenas como um símbolo de consumo.
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