86% confiançaAo considerar a formação do verbo "desinfetar", percebe-se que ele é derivado por prefixação, o que sugere que o verbo primitivo deveria ser "infetar". Esse verbo, embora exista, é menos comum tanto no Brasil quanto em Portugal. Por outro lado, se o verbo primitivo fosse "infectar", o derivado mais lógico seria "desinfectar", termo que é reconhecido nos dicionários portugueses, mas não nos brasileiros. Na prática, "desinfetar" é amplamente utilizado em comparação com "infectar". O uso deste último é geralmente restrito a contextos específicos, como na medicina ou na informática. Em contrapartida, "desinfetar" tornou-se mais popular, inclusive como uma gíria no português brasileiro, usada no sentido de "abandonar algum lugar". A expressão "Desinfeta daqui!" é um exemplo disso. Além disso, o termo "desinfetante", que deriva de "desinfetar", é bastante conhecido, mesmo que muitas pessoas no Brasil ainda não tenham fácil acesso ao produto necessário para combater vírus como o coronavírus. Considerando o processo de formação da palavra “desinfetar”, analise as sentenças a seguir: I. A palavra caracteres, derivada de caráter (character), demonstra a preservação do C, assim como em infectar; caráter, por outro lado, demonstra a evolução natural do português brasileiro pela perda fonética do C. II. A palavra desinfetar sofre um processo de derivação pelo acréscimo de um prefixo, assim como em terreiro, cascalho e escassez. III. Desinfetante deriva de desinfetar, que deriva de infectar; esse fenômeno também pode ser observado no trio: desconectado – desconectar – conectar, ainda que não haja perda fonética do C. IV. A palavra “desinfetar” apresenta a seguinte estrutura mórfica: de-sin-fet-a-r. É correto o que se afirma em:derivacaoformacao-de-palavraslingua-portuguesa