95% confiançaA borboleta pousou primeiramente na haste de uma folha de roseira que vergou de leve. Em seguida, pousou a rosa e fincou as patas dianteiras na borda das pétalas. Juntou as asas que se colaram palpitantes. Desenrolou a tromba. E inclinando o corpo para a frente, num movimento de seta, afundou a tromba no âmago da flor. Maria Camila chegou a estender a mão para prendê-la pelas asas. Não completou o gesto. Entrelaçou novamente as mãos no regaço e ficou olhando. Era uma borboleta amarela, com um fino friso negro debruando-lhe as asas. — Deve ser uma borboleta jovem — disse Maria Camila. — Jovem? — repetiu a mulher debruçada na janela que dava para o jardim. — Veja, as asas ainda estão intactas. E está sugando com tamanha força... Haverá tanto suco assim? O trecho apresentado pertence à tipologia narrativa porqueinterpretacao-de-textolingua-portuguesanarracao