Cosmovisão Iorubá: Em valores da cultura Iorubá, podemos perceber que a interpretação do passado é central, não como uma linha cronológica, mas efetivamente como existência. Nesse sentido, a cultura define a vida como:
Em valores da cultura Iorubá, podemos perceber que a interpretação do passado é central, não como uma linha cronológica, mas efetivamente como existência. Nesse sentido, a cultura define a vida como:
A) Uma dádiva de Deus.
B) Uma história com começo, meio e fim.
C) Um senso comum e sabido por uma razão recorrente.
D) Uma prática deste mundo real e seus símbolos.
E) Um entendimento de que o mundo invisível e o mundo visível são unidos numa simbiose de vida indestrutível.
A questão destaca um traço típico de cosmovisões de matriz iorubá: o passado não é apenas uma sequência cronológica, mas uma dimensão ontológica (de existência) que continua atuante no presente. Nessa perspectiva, vida, ancestralidade e espiritualidade não se separam em “mundos” independentes; há uma continuidade entre o plano visível (material, social) e o plano invisível (espiritual/ancestral), que se interpenetram e sustentam a existência.
Analisando as alternativas:
- A) reduz a vida a um enunciado teísta genérico, sem expressar a ideia de continuidade entre planos.
- B) descreve uma narrativa linear (começo-meio-fim), justamente o que o enunciado nega.
- C) fala em “senso comum”, não em ontologia/cosmovisão.
- D) menciona símbolos do mundo real, mas não traz a noção central de unidade entre visível e invisível.
- E) expressa diretamente a noção de unidade/simbiose entre mundo visível e invisível, coerente com a leitura de existência contínua e não linear do tempo/vida.
Logo, a definição mais adequada é a que compreende a vida como continuidade integrada entre dimensões visíveis e invisíveis.
Alternativa correta: (E).