Durante a avaliação de um adulto que relata “fala presa”, o fonoaudiólogo Maurício percebe pouca movimentação da língua durante a produção natural da fala. Utilizando análise espectrográfica, ele observa valores muito próximos de F2 em diferentes vogais. Maurício explica ao paciente que o segundo formante (F2) é sensível à posição da língua no eixo ântero-posterior. Quando a língua está anteriorizada, F2 aumenta; quando está posteriorizada, F2 diminui. No caso dele, a baixa mobilidade produz valores uniformes, prejudicando o contraste vocálico. Com esse diagnóstico, Maurício sugere exercícios motores para aumentar amplitude de movimento da língua e favorecer clareza de fala. Com base na situação, explique por que diferentes vogais do paciente apresentam valores de F2 semelhantes.
Questão
Durante a avaliação de um adulto que relata “fala presa”, o fonoaudiólogo Maurício percebe pouca movimentação da língua durante a produção natural da fala. Utilizando análise espectrográfica, ele observa valores muito próximos de F2 em diferentes vogais.
Maurício explica ao paciente que o segundo formante (F2) é sensível à posição da língua no eixo ântero-posterior. Quando a língua está anteriorizada, F2 aumenta; quando está posteriorizada, F2 diminui. No caso dele, a baixa mobilidade produz valores uniformes, prejudicando o contraste vocálico.
Com esse diagnóstico, Maurício sugere exercícios motores para aumentar amplitude de movimento da língua e favorecer clareza de fala.
Com base na situação, explique por que diferentes vogais do paciente apresentam valores de F2 semelhantes.
Alternativas
A) Porque a fonte glótica produz harmônicos idênticos em todas as vogais.
B) Porque a língua permanece sem variação significativa de posição, mantendo valores próximos de F2.
C) Porque a boca permanece totalmente aberta durante toda a fala.
D) Porque todas as vogais apresentam exatamente as mesmas ressonâncias.
Explicação
O segundo formante (F2) está diretamente ligado ao ajuste do trato vocal gerado pela posição da língua no eixo ântero-posterior:
- língua mais anterior → menor cavidade atrás da constrição e ajuste de ressonância que tende a elevar o F2;
- língua mais posterior → maior cavidade atrás da constrição, o que tende a reduzir o F2.
No caso descrito, o paciente tem baixa mobilidade de língua durante a fala, então ele não consegue deslocá-la o suficiente para diferenciar as vogais (por exemplo, produzir contrastes claros entre vogais mais anteriores e mais posteriores). Com a língua ficando quase na mesma posição para várias vogais, o trato vocal fica com configurações muito parecidas, e a análise espectrográfica mostra valores de F2 semelhantes entre essas vogais, reduzindo o contraste vocálico e contribuindo para a “fala presa”.
Alternativa correta: (B).