Abolição da escravidão: Uma grande querela historiográfica está na concepção de Isabel como a redentora dos escravos em 1888. A visão que uma historiografia decolonial defende é:
Uma grande querela historiográfica está na concepção de Isabel como a redentora dos escravos em 1888. A visão que uma historiografia decolonial defende é:
A) Não falar da exclusão.
B) Queimar documentos da escravidão.
C) Fragilizar o papel de Isabel, que só seguiu ordens do pai.
D) Chamar atenção para o papel dos ingleses.
E) Sinalizar a luta histórica, efetiva, e com sucessos de homens e mulheres negros.
A ideia de Isabel como “redentora” (isto é, como a principal responsável pela abolição em 1888) é criticada por leituras historiográficas de viés decolonial porque tende a centralizar a narrativa no Estado/na elite e a apagar o protagonismo dos sujeitos negros e das lutas sociais.
Uma historiografia decolonial, ao contrário, procura:
- Deslocar o foco do “ato benevolente” da monarquia para os processos históricos que pressionaram a abolição.
- Evidenciar o protagonismo negro, como: resistências cotidianas, fugas, quilombos, revoltas, redes de solidariedade, ações judiciais, organização política e participação de abolicionistas negros.
- Reconhecer a abolição como resultado de conflitos e mobilizações, e não como simples concessão de cima para baixo.
Assim, a alternativa que melhor expressa essa perspectiva é a que sinaliza a luta histórica efetiva de homens e mulheres negros e seus êxitos no processo abolicionista.
Alternativa correta: (E).