Uma cooperativa agrícola localizada em uma região sujeita a longos períodos de estiagem iniciou um programa de monitoramento fisiológico para compreender como diferentes espécies cultivadas respondiam à redução da disponibilidade hídrica. O projeto envolveu engenheiros agrônomos, pesquisadores e produtores interessados em desenvolver estratégias de manejo capazes de minimizar perdas de produtividade durante eventos climáticos extremos. Ao longo de várias semanas, foram avaliados parâmetros relacionados ao crescimento, ao estado hídrico e à atividade fisiológica das plantas. Os técnicos observaram que algumas espécies conseguiam manter suas funções vitais por períodos relativamente longos, enquanto outras apresentaram rapidamente sinais de murcha, redução de crescimento e queda prematura de folhas. As análises revelaram que determinadas plantas adotavam mecanismos fisiológicos específicos para reduzir a perda de água. Inicialmente, ocorria aumento da síntese de um hormônio produzido em maiores quantidades pelas raízes quando a absorção hídrica se tornava insuficiente para atender às demandas metabólicas. Esse composto era transportado para a parte aérea, onde desencadeava alterações relacionadas ao funcionamento dos estômatos. Em casos mais severos, observava-se aumento da abscisão foliar como estratégia para limitar a transpiração. Durante um seminário técnico, os pesquisadores destacaram que esse mecanismo representa uma das respostas fisiológicas mais importantes ao déficit hídrico e constitui parte essencial da adaptação das plantas aos ambientes secos. Nesse contexto, o hormônio que atua diretamente na indução do fechamento estomático durante situações de estresse hídrico corresponde ao
Questão
Uma cooperativa agrícola localizada em uma região sujeita a longos períodos de estiagem iniciou um programa de monitoramento fisiológico para compreender como diferentes espécies cultivadas respondiam à redução da disponibilidade hídrica. O projeto envolveu engenheiros agrônomos, pesquisadores e produtores interessados em desenvolver estratégias de manejo capazes de minimizar perdas de produtividade durante eventos climáticos extremos. Ao longo de várias semanas, foram avaliados parâmetros relacionados ao crescimento, ao estado hídrico e à atividade fisiológica das plantas. Os técnicos observaram que algumas espécies conseguiam manter suas funções vitais por períodos relativamente longos, enquanto outras apresentaram rapidamente sinais de murcha, redução de crescimento e queda prematura de folhas. As análises revelaram que determinadas plantas adotavam mecanismos fisiológicos específicos para reduzir a perda de água. Inicialmente, ocorria aumento da síntese de um hormônio produzido em maiores quantidades pelas raízes quando a absorção hídrica se tornava insuficiente para atender às demandas metabólicas. Esse composto era transportado para a parte aérea, onde desencadeava alterações relacionadas ao funcionamento dos estômatos. Em casos mais severos, observava-se aumento da abscisão foliar como estratégia para limitar a transpiração. Durante um seminário técnico, os pesquisadores destacaram que esse mecanismo representa uma das respostas fisiológicas mais importantes ao déficit hídrico e constitui parte essencial da adaptação das plantas aos ambientes secos.
Nesse contexto, o hormônio que atua diretamente na indução do fechamento estomático durante situações de estresse hídrico corresponde ao
Alternativas
A) etileno
B) auxina
C) citocinina
D) ácido abscísico
Explicação
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Em condições de déficit hídrico, as raízes percebem a redução da disponibilidade de água no solo e aumentam a síntese de um hormônio associado à resposta ao estresse.
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Esse hormônio é transportado para a parte aérea e atua principalmente nas células-guarda dos estômatos, promovendo perda de turgor nessas células e, consequentemente, fechamento estomático. O fechamento reduz a transpiração e a perda de água, sendo uma resposta crucial para a sobrevivência em ambientes secos.
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O hormônio classicamente responsável por induzir o fechamento estomático em estresse hídrico é o ácido abscísico (ABA).
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Observação: o etileno está mais ligado à senescência e à abscisão foliar (queda de folhas), o que pode ocorrer em estresses severos, mas não é o principal hormônio do fechamento estomático.
Alternativa correta: (D).