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Leia os anúncios a seguir.
Na leitura dos textos de jornais do século XIX, rapidamente observa-se a diferença em relação ao português actual. Sobre as mudanças da língua no tempo, verificáveis nos textos apresentados, depreende-se que:
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Anúncio 1 (transcrição):
Olaria nos VALLINHOS
Fabrica-se telhas e tijollos que se vendem por preços muito razoaveis. Os proprietarios desta olaria incumbem-se de remettel-os para campinas, ou outra qualquer parte. Trata-se na rua das Flôres número 29, com José Barbosa Guimarães.
Jornal A Actualidade, 16 de julho de 1875.
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Anúncio 2 (transcrição):
Fabrica de Licores de Manoel Rodrigues de Oliveira Rua do Commercio número 64.
O proprietario deste mais bem montado estabelecimento, previne ao publico desta cidade, tanto como o do interior, que tem sempre um completo sortimento de bebidas todas ellas preparadas com o maior esmero, possuindo o anunciante um attestado dos senhores medicos e chimicos desta cidade sobre a bondade e perfeição das mesmas. A saber: absyntho, bitter, cognac, licor fino e ordinario, xaropes, groseille, orchata, gomma, xarope de marmello, aguardente de milho, aniz, reino, genehra, aguardente de uva, etc. Incumbe-se de aprontar qualquer encomenda com promptidão e à vontade do freguez, havendo commodidade nos preços e fazendo abatimento, em pedidos avultados. Pede ao publico para visitar seu estabelecimento e certificar-se do enunciado.
Gazeta de Campinas, 28 de janeiro de 1872.
As únicas diferenças observáveis entre o português contemporâneo e o dos anúncios se resumem à orthografia.
O padrão linguístico mudou, uma vez que o correcto seria escrever "melhor montado" na primeira linha do segundo anúncio, se este fosse moderno.
A concordância verbal vacilante já indicava desacerto entre norma-padrão e uso em construções com a particula "se" no português brasileiro.
O verbo prevenir ganhou conotações que impediram seu uso moderno em qualquer situação diferente daquela do anúncio.
A duplicidade de letras como lh, hoje representada pelo dígrafo lh, estava presente em diversas palavras da língua portuguesa.
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