Enfermagem: Considerando os conteúdos teóricos já estudados em aula sobre a passagem de Sonda Vesical de Demora (SVD), descreva de forma organizada e em ordem correta o passo a passo do auxílio do técnico de enfermagem nesse procedimento. Sua resposta deve contemplar a preparação do ambiente e do material, os cuidados com a assepsia, a orientação e o posicionamento do paciente, o auxílio durante o procedimento e os cuidados imediatos após a passagem da sonda, conforme os protocolos e limites de atuação do técnico de enfermagem.

Questão

Considerando os conteúdos teóricos já estudados em aula sobre a passagem de Sonda Vesical de Demora (SVD), descreva de forma organizada e em ordem correta o passo a passo do auxílio do técnico de enfermagem nesse procedimento. Sua resposta deve contemplar a preparação do ambiente e do material, os cuidados com a assepsia, a orientação e o posicionamento do paciente, o auxílio durante o procedimento e os cuidados imediatos após a passagem da sonda, conforme os protocolos e limites de atuação do técnico de enfermagem.

Resposta86%

Passo a passo do auxílio do técnico de enfermagem na passagem de Sonda Vesical de Demora (SVD) (organizado e em ordem):

  1. Conferência inicial e segurança do paciente
  • Confirmar prescrição/indicação do procedimento e identificar corretamente o paciente (dois identificadores).
  • Verificar alergias (ex.: látex, iodopovidona/clorexidina), condições clínicas relevantes e contraindicações/alertas (trauma uretral suspeito, sangramento uretral, estenose conhecida etc.) e comunicar ao enfermeiro/médico quando aplicável.
  • Explicar o procedimento, finalidade e sensações esperadas; esclarecer dúvidas; garantir privacidade.
  1. Preparação do ambiente
  • Garantir ambiente limpo, organizado, com boa iluminação e temperatura adequada.
  • Providenciar biombo/cortina e reduzir circulação no local.
  • Preparar leito/maca: cabeceira conforme conforto e necessidade, lençol limpo, superfície estável.
  • Posicionar lixeira e coletor para descarte, e suporte para bolsa coletora (abaixo do nível da bexiga).
  1. Higienização das mãos e paramentação (conforme protocolo institucional)
  • Realizar higiene de mãos antes de tocar no paciente e antes de manipular materiais.
  • Utilizar EPIs conforme risco: luvas de procedimento para preparo/apoio, máscara/óculos/avental se houver risco de respingos.
  1. Preparação e checagem do material (montagem do kit)
  • Reunir e conferir validade/integraidade das embalagens:
    • Sonda Foley (calibre prescrito) e sistema coletor fechado.
    • Lubrificante estéril/anestésico tópico se prescrito.
    • Campo estéril e campos fenestrados (se protocolo).
    • Pinça/força, gazes/algodão estéril (conforme kit).
    • Antisséptico (conforme protocolo institucional: clorexidina/iodopovidona) e solução para higiene perineal.
    • Seringa com água estéril para insuflar o balonete (volume conforme sonda).
    • Cuba rim/comadre/papagaio, fralda/absorvente, fita/dispositivo de fixação.
    • Saco para descarte e material para coleta de amostra se indicado.
  • Preparar o sistema coletor: manter fechado; testar conexão sem contaminar; deixar pronto para acoplar.
  1. Orientação e posicionamento do paciente
  • Orientar para relaxar, respiração lenta e informar que pode haver desconforto.
  • Solicitar micção prévia se indicado e possível.
  • Posicionamento:
    • Mulher: decúbito dorsal, joelhos flexionados e abduzidos (posição ginecológica/“rã”), com proteção de privacidade.
    • Homem: decúbito dorsal, pernas estendidas/levemente afastadas.
  • Expor apenas a área necessária e proteger roupas/lençóis com campos.
  1. Higiene íntima e preparo da região (fase limpa – técnica não estéril)
  • Realizar higiene perineal conforme protocolo (água e sabonete/solução indicada), removendo sujidades.
  • Secar a região e trocar luvas se necessário.
  • A partir daqui, reforçar que o procedimento segue técnica asséptica/estéril conduzida pelo enfermeiro; o técnico deve evitar tocar em materiais estéreis sem luvas estéreis e sem orientação.
  1. Abertura do material e manutenção da assepsia (apoio ao enfermeiro)
  • Abrir embalagens sem contaminar o conteúdo estéril, respeitando bordas de campo.
  • Organizar materiais em superfície limpa e em ordem de uso.
  • Auxiliar o enfermeiro a manter campo estéril: evitar cruzar sobre o campo, manter mãos e objetos estéreis acima da cintura e dentro da área estéril.
  1. Auxílio direto durante a passagem (dentro dos limites do técnico)
  • Manter o paciente posicionado e coberto adequadamente, garantindo privacidade.
  • Auxiliar a exposição anatômica quando solicitado:
    • Mulher: auxiliar a manter grandes lábios afastados (após orientação do enfermeiro e com técnica adequada para não contaminar o campo).
    • Homem: auxiliar no posicionamento do pênis e alinhamento, conforme orientação do enfermeiro.
  • Entregar materiais ao enfermeiro sem contaminar (lubrificante estéril, gaze, antisséptico, seringa etc.).
  • Monitorar sinais de desconforto/dor, sangramento, reação vasovagal; comunicar imediatamente.
  • Após início do fluxo urinário, auxiliar na organização do sistema coletor conforme solicitado.
  1. Após inserção e insuflação do balonete (pós-passagem imediata)
  • Garantir que a bolsa coletora esteja conectada e fechada, mantendo sistema de drenagem fechado.
  • Posicionar a bolsa abaixo do nível da bexiga, sem encostar no chão, com tubo sem dobras/tração.
  • Auxiliar na fixação da sonda (coxa/hipogástrio conforme sexo e protocolo) para evitar tração e lesão uretral.
  • Prover conforto: higiene da região, troca de campos/roupas de cama se necessário.
  1. Cuidados imediatos e monitorização
  • Observar e registrar características iniciais da urina: presença, volume inicial, cor, odor, aspecto (clara/turva, hematúria), e débito.
  • Verificar dor suprapúbica, ausência de drenagem, vazamento periuretral; comunicar ao enfermeiro.
  • Manter padrão de prevenção de infecção: não desconectar o sistema, manter coletor adequado, esvaziar coletor quando indicado com técnica limpa e sem contato do bico com recipientes.
  1. Descarte, limpeza e reorganização
  • Descartar materiais perfurocortantes em coletor apropriado e demais resíduos conforme classificação institucional.
  • Remover EPIs e realizar higiene de mãos.
  • Deixar o ambiente limpo e organizado.
  1. Registros e comunicação
  • Registrar no prontuário/folha de enfermagem conforme rotina: data/hora, calibre da sonda, volume insuflado no balonete, aspecto/volume inicial da urina, integridade do procedimento, intercorrências e orientações prestadas.
  • Comunicar ao enfermeiro qualquer dificuldade, sangramento, dor intensa, ausência de drenagem, suspeita de posicionamento inadequado ou alterações clínicas.

Limites de atuação do técnico de enfermagem (síntese)

  • O técnico atua no preparo, organização, assepsia (fase limpa), apoio ao enfermeiro durante a técnica estéril, monitorização e cuidados pós-procedimento.
  • A passagem/introdução da sonda e a técnica estéril propriamente dita devem seguir o protocolo institucional e a supervisão/execução do enfermeiro (conforme normas locais e atribuições da equipe).
Explicação

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