Argumentação e Estereótipos: Questão n.º 52 Leia o texto a seguir. No início do curso [de Medicina], Rafael Gomes queria ser como Hunter "Patch" Adams, médico americano cuja história virou filme, conhecido por seu estilo baseado no afeto e na proximidade com os pacientes. Com o tempo, viu que o mais provável seria virar um Dr. House, personagem do seriado homônimo que sabe tudo de medicina, mas quer distância de gente. "Na faculdade, nossa visão poética é destruída. Aprendemos que ser bom médico é saber resolver problemas", diz Gomes, 31, formado no ano passado pela Unicamp. Ele não se considera um Dr. House e atribui parte disso a um projeto do qual participou no último ano. Coordenado pelo professor Marco Antonio de Carvalho Filho, o projeto surgiu da percepção de que os alunos do último ano não estavam à vontade com seus pacientes. "A faculdade dá conhecimento técnico, mas não ensina a ser médico, a lidar com pessoas, a essência da profissão", diz Carvalho Filho. Para ensinar empatia e compaixão a futuros médicos, há debates sobre ética e simulação de consultas com atores, de forma a treinar habilidades de comunicação. "O pensamento comum é de que é preciso se afastar do paciente para ter boa conduta. Vou contra essa corrente." Folha de S.Paulo, 14 maio 2015. Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/semiariosfolha/2015/05/1628575-unicamp-cria-projeto-para-ensinarempatia-e-compaixao-a-futuros-medicos.shtml>. Acesso em: 19 maio 2015. A reflexão no trecho apresentado sobre a formação de profissionais da Medicina suscita um debate fomentado por argumentos e estereótipos distintos, o qual permite concluir que a(o)

Questão

Questão n.º 52 Leia o texto a seguir.

No início do curso [de Medicina], Rafael Gomes queria ser como Hunter "Patch" Adams, médico americano cuja história virou filme, conhecido por seu estilo baseado no afeto e na proximidade com os pacientes.

Com o tempo, viu que o mais provável seria virar um Dr. House, personagem do seriado homônimo que sabe tudo de medicina, mas quer distância de gente.

"Na faculdade, nossa visão poética é destruída. Aprendemos que ser bom médico é saber resolver problemas", diz Gomes, 31, formado no ano passado pela Unicamp. Ele não se considera um Dr. House e atribui parte disso a um projeto do qual participou no último ano.

Coordenado pelo professor Marco Antonio de Carvalho Filho, o projeto surgiu da percepção de que os alunos do último ano não estavam à vontade com seus pacientes. "A faculdade dá conhecimento técnico, mas não ensina a ser médico, a lidar com pessoas, a essência da profissão", diz Carvalho Filho.

Para ensinar empatia e compaixão a futuros médicos, há debates sobre ética e simulação de consultas com atores, de forma a treinar habilidades de comunicação. "O pensamento comum é de que é preciso se afastar do paciente para ter boa conduta. Vou contra essa corrente."

Folha de S.Paulo, 14 maio 2015. Disponível em: <www1.folha.uol.com.br/semiariosfolha/2015/05/1628575-unicamp-cria-projeto-para-ensinarempatia-e-compaixao-a-futuros-medicos.shtml>. Acesso em: 19 maio 2015.

A reflexão no trecho apresentado sobre a formação de profissionais da Medicina suscita um debate fomentado por argumentos e estereótipos distintos, o qual permite concluir que a(o)

Alternativas

(A) visão poética do aluno de Medicina, futuro médico, está diretamente associada à capacidade do profissional de saúde resolver problemas.

(B) personagem Dr. House foi inspirada na conduta real do médico norte-americano Hunter "Patch" Adams e no seu método de diagnosticar doenças.

(C) valorização do componente humano na relação médico-paciente opõe-se claramente ao pensamento comum da impessoalidade no tratamento.

94%

(D) professor idealizador do projeto, mencionado na reportagem, defende que os futuros médicos devem se aplicar menos aos conhecimentos técnicos.

(E) imagem do médico misantropo foge ao lugar-comum e acaba surpreendendo os novos doutores, acostumados com as personagens do cinema e da televisão.

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