Uma empresa de melhoramento genético vegetal desenvolvia um programa de obtenção de cultivares resistentes a doenças para diferentes culturas agrícolas. O objetivo era reduzir perdas econômicas, minimizar a dependência de defensivos químicos e aumentar a estabilidade produtiva em ambientes submetidos a forte pressão de inóculo. Durante a avaliação de linhagens experimentais, os pesquisadores observaram comportamentos distintos entre os materiais genéticos. Algumas cultivares apresentavam elevado nível de resistência contra determinadas raças do patógeno, porém, após alguns anos de utilização em larga escala, novas variantes surgiam e a resistência deixava de ser eficiente. Em outras situações, determinados materiais apresentavam níveis moderados de proteção, mas mantinham desempenho satisfatório mesmo diante do aparecimento de novas variantes do agente causal. A equipe de fitopatologistas concluiu que os resultados observados estavam diretamente relacionados à natureza genética da resistência presente em cada cultivar. Em uma reunião técnica, os pesquisadores explanaram que o conhecimento dessas diferenças é fundamental para definir estratégias de implantação, rotação de genes, utilização de linhas multilinhas e programas de monitoramento epidemiológico. Foi ressaltado que um dos tipos de resistência costuma ser efetivo apenas contra determinadas raças fisiológicas do patógeno, geralmente envolve pequeno número de genes e apresenta grande eficiência na redução do inóculo inicial e no atraso do início das epidemias. Entretanto, justamente em razão de sua elevada especificidade, tende a apresentar menor durabilidade ao longo do tempo. Outro tipo de resistência possui comportamento distinto. Atua contra todas as variantes do patógeno, normalmente envolve múltiplos genes e reduz a velocidade de desenvolvimento da doença sem necessariamente impedir completamente a infecção. Por essa razão, apresenta maior durabilidade epidemiológica. Com base nesse contexto, a resistência caracterizada por atuar apenas contra determinadas raças fisiológicas do patógeno e normalmente estar associada a poucos genes corresponde à resistência
Questão
Uma empresa de melhoramento genético vegetal desenvolvia um programa de obtenção de cultivares resistentes a doenças para diferentes culturas agrícolas. O objetivo era reduzir perdas econômicas, minimizar a dependência de defensivos químicos e aumentar a estabilidade produtiva em ambientes submetidos a forte pressão de inóculo. Durante a avaliação de linhagens experimentais, os pesquisadores observaram comportamentos distintos entre os materiais genéticos. Algumas cultivares apresentavam elevado nível de resistência contra determinadas raças do patógeno, porém, após alguns anos de utilização em larga escala, novas variantes surgiam e a resistência deixava de ser eficiente. Em outras situações, determinados materiais apresentavam níveis moderados de proteção, mas mantinham desempenho satisfatório mesmo diante do aparecimento de novas variantes do agente causal. A equipe de fitopatologistas concluiu que os resultados observados estavam diretamente relacionados à natureza genética da resistência presente em cada cultivar. Em uma reunião técnica, os pesquisadores explanaram que o conhecimento dessas diferenças é fundamental para definir estratégias de implantação, rotação de genes, utilização de linhas multilinhas e programas de monitoramento epidemiológico. Foi ressaltado que um dos tipos de resistência costuma ser efetivo apenas contra determinadas raças fisiológicas do patógeno, geralmente envolve pequeno número de genes e apresenta grande eficiência na redução do inóculo inicial e no atraso do início das epidemias. Entretanto, justamente em razão de sua elevada especificidade, tende a apresentar menor durabilidade ao longo do tempo. Outro tipo de resistência possui comportamento distinto. Atua contra todas as variantes do patógeno, normalmente envolve múltiplos genes e reduz a velocidade de desenvolvimento da doença sem necessariamente impedir completamente a infecção. Por essa razão, apresenta maior durabilidade epidemiológica.
Com base nesse contexto, a resistência caracterizada por atuar apenas contra determinadas raças fisiológicas do patógeno e normalmente estar associada a poucos genes corresponde à resistência
Alternativas
A) vertical, geralmente monogênica e específica para determinadas raças fisiológicas do patógeno
B) horizontal, geralmente poligênica e efetiva contra todas as variantes do patógeno
C) sistêmica adquirida, baseada exclusivamente na produção de ácido salicílico
D) induzida, obtida apenas mediante aplicação de compostos químicos sobre a planta
Explicação
- O enunciado descreve um tipo de resistência que:
- é efetiva apenas contra determinadas raças fisiológicas do patógeno (alta especificidade);
- envolve pequeno número de genes (frequentemente 1 ou poucos genes);
- tem alta eficiência inicial (reduz inóculo inicial e atrasa o início da epidemia), porém baixa durabilidade porque o patógeno pode evoluir novas raças que “quebram” a resistência.
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Esse conjunto de características corresponde à resistência vertical (também chamada, em muitos contextos, de resistência específica/qualitativa), geralmente monogênica ou oligogênica e raça-específica.
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Já a resistência que atua contra várias/ todas as variantes, com muitos genes e reduz a taxa de progresso da doença (sem impedir totalmente), é a resistência horizontal (poligênica), mais durável — mas essa é a “outra” descrita no texto.
Logo, a resistência pedida (raça-específica e com poucos genes) é a resistência vertical.
Alternativa correta: (A).
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