Paciente masculino, 2 anos de idade, levado ao pronto-socorro pela mãe após queda da cama, há aproximadamente 30 minutos. Apresentava-se choroso, mas acalmava-se no colo da mãe. Não havia sinais de maus-tratos, e seu exame físico era normal, exceto pela presença de hematoma pequeno em região frontotemporal direita. Sua mãe negou vômitos, síncope, alteração comportamental ou crise convulsiva. Sua PA era de 110x60mmHg, FC 95bpm, FR 18 irpm e escala de coma de Glasgow de 15. Qual é a conduta inicial?
Questão
Paciente masculino, 2 anos de idade, levado ao pronto-socorro pela mãe após queda da cama, há aproximadamente 30 minutos. Apresentava-se choroso, mas acalmava-se no colo da mãe. Não havia sinais de maus-tratos, e seu exame físico era normal, exceto pela presença de hematoma pequeno em região frontotemporal direita. Sua mãe negou vômitos, síncope, alteração comportamental ou crise convulsiva. Sua PA era de 110x60mmHg, FC 95bpm, FR 18 irpm e escala de coma de Glasgow de 15.
Qual é a conduta inicial?
Alternativas
A) Alta hospitalar com orientações.
B) Observação clínica por, pelo menos, 12 horas em ambiente hospitalar.
C) Tomografia de crânio.
D) Internação com medidas terapêuticas para hipertensão intracraniana.
E) Tomografia de crânio e avaliação da equipe de neurocirurgia.
Explicação
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Trata-se de trauma cranioencefálico (TCE) leve em criança de 2 anos (Glasgow 15), após queda de baixa altura (cama), sem perda de consciência, sem vômitos, sem crise convulsiva e com exame neurológico normal.
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Para decisão inicial de imagem em TCE leve pediátrico, aplica-se a regra do PECARN (crianças ≥ 2 anos). Indicações de TC imediata incluem, entre outras: rebaixamento do nível de consciência, sinais de fratura de base de crânio, convulsão pós-trauma, vômitos repetidos, cefaleia intensa, mecanismo grave e/ou sinais clínicos sugestivos de fratura.
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Neste caso, o único achado é um hematoma pequeno em região frontotemporal direita. Em crianças com ≥ 2 anos, a presença de hematoma isolado no couro cabeludo (sem outros fatores de risco) não é critério forte para TC; a conduta preferencial é observação clínica, com reavaliações seriadas e orientação aos responsáveis.
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Assim, a conduta inicial mais apropriada é manter a criança em observação hospitalar (monitorando nível de consciência, surgimento de vômitos, piora da cefaleia/irritabilidade, sonolência anormal, déficit neurológico), reservando TC para caso de piora clínica ou aparecimento de critérios de risco.
Alternativa correta: (B).